Sim, chegou a hora de acompanhar o post mais esperado do Destination Wedding: a cerimônia na praia em Seychelles. Até chegar aqui, teve o casamento no civil em Brasília e a primeira parada da viagem em Joanesburgo. Nesse último post, expliquei um pouquinho do motivo de Seychelles ter sido o destino escolhido. A viagem a partir de Joanesburgo dura 5 horas de avião. Nós fomos de Air Seychelles, que tem um serviço de bordo completamente espetacular! Tivemos uma recepção absolutamente incrível chegando lá. O aeroporto é bem pequenininho (tem uma esteira só de mala), mas mega fofo. Nesse post, vou contar absolutamente cada detalhe, onde ficamos, como foi a cerimônia, o que vesti, como me arrumei, gastos aproximados de coisas de turistas e a triste hora de dizer tchau. Acho que o que mais apavora noivas por aí é: como organizar um casamento à distância. Foi tudo muito mais simples do que eu imaginava. A Terra Mundi, agência que ficou responsável por toda a viagem, também organizou a cerimônia. Logo que começamos a conversar com eles, falamos que gostaríamos de casar em uma cerimônia na praia e eles nos passaram opções de hotéis que tinham isso. Além disso, eles conversaram com fornecedores locais para conseguir as coisas que não eram com o hotel como buquê, coroa de flores e fotógrafo. Mas, tinham uma infinidade de serviços que você pode contratar, assim como tem diversas opções de cerimônia. Desde aquelas que são só para o casal, como aquelas em que é um casamentão grande. O fornecedor local foi a Creole Travel Services, que também organizou nosso passeio para La Digue, uma ilha vizinha, que vou contar ali embaixo.

O que saber antes de chegar em Seychelles

Seychelles é um arquipélago de 115 ilhas. A maior delas é Mahé (foi onde ficamos), onde fica a capital Victoria, a menor capital do mundo. Lá eles falam crioulo, inglês e francês. Brasileiros não precisam de visto para entrar no país. A moeda local é rúpia seychelles, uma rúpia vale aproximadamente R$0,30, mas você consegue trocar dólares ou euros com tranquilidade na ilha. Diversos passeios aceitam qualquer uma das 3 moedas. Mas não se engane. As coisas são bem caras na ilha, especialmente comer fora e as coisas nos hotéis. Para se ter uma ideia, uma garrafa de água no hotel era aproximadamente R$30. Uma corrida de táxi do hotel que ficamos (mais para o sul da ilha) até o centro saía por 54 euros para ir, apenas! Por isso, muita gente aluga carros, por ser mais em conta. O trânsito também é mão inglesa e nós fomos ao centro de ônibus numa boa. Mas sendo mega sincera, o centro é bem pequenininho e não tem lá muuuuita coisa para fazer. As coisas fecham cedo e achei muito mais interessante ir para ilhas vizinhas ou ficar curtindo a própria praia do hotel. Falando em hotel, existem hotéis de diversas estruturas lá…desde resorts mega completos, pousadinhas mais simples e até aluguéis de suítes num esquema Airbnb. Como é bem caro para comer e os restaurantes são mais afastados, achei uma boa estar em um hotel que era meia pensão (café da manhã e jantar), assim dava para tomar um excelente café, enganar a fome a tarde e deixar para jantar cedo. Como lá eles jantam cedo (a partir das 18h30), dava tranquilo. Aliás, acho que essa é uma dica de ouro para quem visita Seychelles: o pessoal tem o costume de acordar cedo e ir dormir cedo. Por isso, as coisas não super funcionam à noite. Tipo, 21h já está mega tarde para jantar. Nós ficamos no Double Tree Resort & SPA by Hilton e a janta terminava às 22h, mas por volta de 20h30, já estava meio fim de festa. Outra coisa importante: algumas praias têm muita pedra e ouriços, por isso, eles deram snorkel, pé de pato e aquele sapatinho de andar no mar enquanto a gente estava por lá. Era fácil demais passar o dia inteiro entre a piscina, a praia na frente do hotel e a do lado. Prepare-se para ver muitos, muitos, muitos siris, especialmente no final da tarde. As Seychelles podem ser visitadas o ano inteiro. Julho e agosto apresentam a temperatura mais fresca : 28°C. Os meses de março, maio e novembro são os mais quentes com uma média de 32°C. Temperatura do mar : de 27 à 29°C.
Evite os meses chuvosos de dezembro e janeiro.

O que usei na cerimônia do casamento na praia em Seychelles

Logo que fechamos o pacote do casamento, fiquei sabendo que estava incluso um pareo para a noiva. Só que eu não conseguiria vê-lo antes, só na hora.  Assim como o buquê e as flores, que eu só escolhi ser de flores locais para ter bem a cara do lugar. Por isso, optei por ir atrás de um vestido. Queria algo branco, fluido, com cara de praia, mas nada mega super elaborado. Queria algo que eu pudesse usar depois e lembrar do tanto que foi lindo usar no dia do meu casamento. Mas também, não queria mandar fazer, não via muito sentido nisso. Até que um dia, achei o vestido perfeito! E o vestido acabou! Vocês podem acompanhar todo o drama aqui no canal do Moda ou Estilo no Youtube. Aí, eu achei outro que também estava amando, acreditem ou não, na Asos. Dei um jeitinho e ele chegou rapidinho aqui para mim. Acreditem ou não (novamente), foi menos de R$300. Comprei um tamanho maior que o meu e fiz os devidos ajustes em Brasília e o resultado é esse daqui! Fiquei mega apaixonada! <3

Como podem ver, casei descalça. Só usei uma rasteirinha para chegar na praia porque o chão estava quente. (A foto da entrada do casório está ali embaixo). Em relação aos acessórios, queria coisas que tivessem muito a ver com o momento e é nessas horas que aparecem coisas na nossa vida que a gente desacredita! Lembram que no post do Casamento Civil, falei que usei uma linha da Silvia Döring inspirada em Niemeyer? Pois então, ela também tem uma linha inspirada em Seychelles!!!!! A coleção O Mar é inspirada nos tons da Ilha Praslin, que fica pertinho de Mahé, nas tartarugas gigantes e nas plantações de baunilha (sim, elas cheiram bolo!) de La Digue. Foi muito especial! As peças são todas exclusivas com 02 coleções lançadas por ano, sempre com temas variados. Os banhos são de ouro ou ródio com camada de 10 micra. As peças são produzidas em alta fusão . As pedras são naturais com altíssimo padrão de qualidade, um diferencial da marca. As pérolas são naturais de água doce. Também são utilizadas pérolas shell. Eu escolhi banho de ródio tanto nos brincos quanto nos anéis. As lojas físicas Silvia Döring ficam em Curitiba, mas não precisa chorar litros, porque tem loja online e entrega em todo o Brasil. Os meus chegaram super rapidinho! E as embalagens são um mimo a parte, mostrei lá no instagram do blog.Obrigada por fazer parte desse momento comigo!!!! <3

Sobre maquiagem e cabelo: eu fiz sozinha. Não dava tempo de fazer prova de make e como eu conheço meu rosto, preferi não arriscar. No vídeo tem mostrando cada detalhezinho, mas com esse sol que estava, não tive outra opção do que fazer a base da make com protetor solar com cor. E acabou que me apeguei com isso a viagem inteirinha. O cabelo, eu prendi com muitos grampos na coroa de flores de um jeito bem leve e descontraído.

A organização da cerimônia em Seychelles

Como falei ali m cima, parte do evento foi organizado pelo hotel: locação com coração de flores, mesa e cadeiras, bolo, espumante. O gerente, Abi, conversou conosco no dia que chegamos (e já era bem tarde, tipo umas 22h). Perguntou o sabor do bolo que gostaríamos, contou como seria tudo e deu a notícia: naquele dia, tinha chovido o dia todo. Por isso, a gente precisava ter um plano B: mudar o dia da cerimônia (o que dependia da disponibilidade do juiz) ou fazer do lado de dentro do hotel, o que também era lindo, mas não era o que sempre sonhei. Demos uma sorte imensa e só pegamos dias lindos e maravilhosos. A cerimônia é bem rápida, durou aproximadamente 20 minutos. Além dos noivos, participam também um juiz, que é responsável por casamento civil lá em Seychelles e duas testemunhas. Ele escreve dados dos noivos em um livro. Além disso, pergunta religião e faz uma pequena cerimônia. Em seguida os noivos falam seus votos, colocam alianças, beijo final. Tudo termina com bolinho e espumante. Algumas das fotos lindas:

Conhecendo La Digue

La Digue se situa a cerca de 50km ao nordeste de Mahe. Os carros são substituídos por charretes e os habitantes vivem principalmente do artesanato. A ilha possui uma das mais belas praias do mundo, Anse Source d’Argent, assim como diversas outras praias maravilhosas ornadas de rochas de granito em formatos surpreendentes. Nós fechamos o passeio também com a Creole Travel Services, foi aproximadamente R$300 por pessoa, incluindo transfer do hotel para o porto, barco da Cat Cocos de Mahe para Praslin (duração de aproximadamente 1h) e de Praslin (duração de aproximadamente 15 minutos) para La Ligue, ida e volta, aluguel da bike o dia inteiro e transfer de volta para o hotel.  Foi um passeio espetacular! Não dava para acreditar que aquilo era de verdade, parecia que toda a paisagem era montagem. Como tenho labirintite, deixo o aviso: passei bem mal no navio! Beeeeem mal! Tomei um dramin antes de ir, mas pareceu que não fez o menor efeito. Passei pela vergonha de vomitar no saquinho. Mas não fui só eu. Muita gente estava passando mal! O mar é muito mexido. Para quem quiser outra opção, dá para ir de avião de Mahé para Praslin. O voo dura 15 minutos e custa aproximadamente 70 dólares. Depois, como o barco de Praslin para La Digue é bem rapidinho, dá para suportar. Mas de verdade, vale a pena demais. Lá, o pessoal não fala muito inglês, mais francês, mas dá para se virar. Na rua principal, perto do porto, tem vários restaurantes bons para escolher comer, com preços não tão absurdos como Mahé. Lojinhas de souvenirs e utilidades são garantidas! Nota mental: lembre-se de passar protetor solar nas mãos para andar de bicicleta. 😉

Ufa, gente! Consegui fazer esse post sair!!!!

Se tiverem alguma dúvida, é só deixar aqui! <3

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