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Tem coisa que só sai da gente escrevendo, mas nem por isso dói menos. Consigo lembrar da última vez que vi minha vó Zu…foi no Natal do ano passado. Visivelmente mais magra e menos iluminada do que o normal. Lembro de conversar com a minha mãe sobre a doença dela e falar, com aquele nó na garganta: “Mãe, eu sinto que a vovó cansou de estar aqui.”

Perceber isso três meses antes da partida dela não deixou tudo mais fácil. Só me fez perceber o quanto é doído morar longe das pessoas que a gente ama (já falei um pouquinho sobre isso no post “Minha família vem primeiro” )

Desde que me mudei para Brasília, em 2008, eu sempre tenho isso comigo. Às vezes mais intenso, às vezes mais escondido ali no fundo do coração. A sorte é que tenho uma mãe que sempre sabe o que dizer…mesmo que estava o mais próximo dela, nada pôde fazer.

Eu sempre falei orgulhosa, principalmente depois que fiz 30, que eu era muito sortuda de ter as minhas duas avós comigo até essa idade. Nossos últimos encontros sempre trouxeram papos sobre filhos…lembro o quanto ela falava sobre ser bisa…desculpa, vó, perdi o timing.

Tem gente que nem se dá conta do quanto as avós são importantes. Eu nunca tive essa dúvida. Quando pequena, eu ficava muito na casa dela no horário inverso da escola, já que meu pai e minha mãe trabalhavam o dia inteiro. E isso me traz lembranças tão banais e tão gostosas!

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Lembro de ir na feira comprar pastel e caldo de cana, comprar figurinha pro álbum da Pocahontas, de manchar todo o uniforme da escola pegando amoras do pé perto do trabalho dela….(e das broncas que eu já imaginava que a minha mãe ia me dar na hora que visse a minha camiseta!).

Lembro de pregar o dedo com grampeador e levar a maior bronca, de buscar bolinhas de tênis enquanto você trabalhava….das frutas milimetricamente cortadas e sem caroço me esperando (é vó, né, gente!).

Até de comprar a briga pra eu assistir Chaves e Chapolin bem na hora do Globo Esporte, das idas na 25 de março, de ir te buscar em casa pra passar o final de semana com a gente…e da icônica frase “Ah, mas essa menina tá tão magrinha! Quer uma bananinha?!”

Caramba, vó! Um pedacinho do meu coração foi embora com você. Foi lindo viver três décadas do seu lado.  <3

Queria ter te falado o quanto eu te admirei por ter se separado numa época em que mulher separada era “desquitada” e uma vergonha pra família, e ter sido forte o suficiente pra tocar a vida do seu jeito. Não é pra qualquer um e mesmo assim você ainda arrumava um tempo para me mimar sem limites.

E pra você que está lendo esse texto e nem conhecia a minha avó: ela era incrível. Valorize a família que você tem do seu lado. Demonstre o quanto ama. Eles não ficam aqui pra sempre, infelizmente. 🙁

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