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Logo depois dos dias lindos e da cerimônia em Seychelles, partimos para duas noites em uma reserva dentro do Kruger Park. Assumo que fazer um safari estava bem fora dos meus planos iniciais de lua de mel. A sugestão veio da TerraMundi, agência que cuidou de toda a nossa viagem. Segundo o Marcelo (peçam ele para organizar a viagem de vocês!), a gente ia enjoar de ficar tantos dias em Seychelles. No começo, eu pensei “Que exagero! Quem seria capaz de enjoar de um lugar desses?” mas acabei cedendo porque o marido queria muito e enfim, eu estava na África do Sul, como perder a experiência de fazer um safari? A gente foi de avião, de Joanesburgo até Hoedspruit. São aproximadamente 5 horas de viagem. Ao sair do aeroporto, de jeep, foi só atravessar a rua e já estávamos ali, na dentro da reserva do Kapama, com girafas e zebras nos dando boas-vindas. Toda a depressão que eu estava de ter ido embora de Seychelles sumiu. A recepção no hotel foi linda e já nos deixaram à vontade logo de cara. Chegamos por volta de 11h30 e nos organizamos para começar o primeiro safari às 16h.

O que saber antes de fazer uma viagem de safari?

Fazer safari é uma experiência totalmente sensacional, mas precisa ter uma preparação psicológica, digamos assim. Lá no Kruger, assim como no restante da África do Sul, a moeda é o Rand, que tinha uma cotação média de R$0,30 quando fomos (setembro/2015). Porém, não vi lugares para sacar dinheiro ou câmbio. Assim, é importante estar com dinheiro antes de embarcar ou se preparar para pagar tudo no cartão (crédito ou débito). Outro ponto importante é a escolha da reserva. Dentro do Kruger existem diversas reservas para você se hospedar. Algumas delas não têm cerca, ou seja, os animais circulam livremente. Na minha tinha. Então, segundo nos falaram (e eu acreditei) há proteção para animais maiores. Mas macacos e outros animais menores circulam livremente. Isso significa que à noite, enquanto você estiver dormindo, vão rolar alguns barulhos e pode ser que você se apavore, que nem eu. Dá uma olhadinha aqui, em como foi tudo:

Outra questão é: o clima é quente de dia e frio à noite, então, você precisa estar preparado para entrar no esquema de acordar cedo (a gente recebia uma ligação-despertador às 5h e o primeiro safari começava às 6h). A duração de cada passeio é de aproximadamente 3 horas. Geralmente, tem um às 16h também. Partes excelentes: como não tem muito para onde sair, a maioria das reservas é pensão completa e tem muita, muita coisa inclusa. Lá no Kapama, a gente ficou na Buffalo Camp, tinham 5 refeições inclusas por dia, mais 2 lanchinhos no meio do safari com vinho incluso (xorei!). Deu para experimentar carne de antílope e linguiça de búfalo. Um dia, à noite, teve até feijoada do Brasil! Quer saber de outra coisa boa: os vinhos são bem, bem baratos! Por menos de R$50 dava para comprar uma garrafa, dentro do hotel e usá-la nas refeições ou pedir para o pessoal levar para você no quarto (Nota: para casais em lua de mel, eles dão uma garrafa de vinho de presente).

Uma dica que eu daria para qualquer um que vai fazer um safari é: veja as atividades extras que a sua reserva oferece logo no primeiro dia. Existem coisas muito legais para serem feitas, que são mega concorridas (já que não dá para ir muita gente de uma vez só) e que se você agendar com antecedência, consegue encaixar no seu dia de forma a não perder nenhum dos safaris. Entre as experiências tem andar em cima de elefante, passeio de balão pela reserva, dia de day spa, safari especial em busca dos chamados Big 5, os cinco mamíferos mais difíceis de serem caçados pelo homem (leão, elefante, búfalo, rinoceronte e leopardo), noite romântica especial para dormir fora da tenda enfim, dá para ficar muito por lá! Esses extras são pagos à parte e os preços variam bem. Nós fizemos uma interação com elefantes, dando comida na boca, fazendo carinho e com mil curiosidades desses animais que eu nem imaginava. Conhecemos o Jabulani, o elefante responsável por dar nome à bola da Copa do Mundo de 2010 e descobrimos porque eles ficam mexendo a orelha toda hora.

Que roupas levar para um safari?

Esquece o salto, esquece aquela sapatilha que você ama. É tudo terra e poeira. Logo, vai sujar e vai estragar. Fui mega feliz com uma bota over knee e um all star de couro. Quanto às roupas, vale levar um biquini se você for fazer spa ou interação com elefantes. Vale também short para algum momento da tarde. Mas o que mais foi sucesso para mim foi apostar em uma produção em camadas, digamos assim, para eu aguentar o frio da manhã e da noite, sem derreter durante o dia. Nos jeeps do safari tinha um cobertor delícia pra gente vestir, com gorro e tudo. Porém….para mim não era suficiente. Como o carro é todo aberto, venta bem gelado. Mostro aqui dois looks que adorei usar por lá. Um para momentos de temperaturas mais altas e outro para o frio.

Ah, agora só falta mais um destino para terminar os posts da viagem, a incrível cidade do Cabo.

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