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Julho de 2017 foi um marco na minha vida: decidi me tornar vegetariana.

Já tinha algum tempo que eu estava incomodada com o hábito de consumir carnes, desde que estive no Bálsamo SPA e o Pete Coe, que é naturopata, me falou como funciona o processo de digestão da carne no nosso organismo. Você sabia que a carne fica 3 dias fermentando dentro do nosso corpo antes de ser digerida? Ou seja, se você consome carne em pelo menos uma refeição ao dia, está o tempo inteiro fazendo seu corpo gastar muita energia somente para digerir carne.

Eu me tornei vegetariana por isso. Mas, não apenas. No mês em que tomei essa decisão, também assisti um documentário disponível no Netflix chamado What The Health. Você pode assistir ao trailer aqui abaixo:

Eu já sabia que a indústria da carne não era algo legal, mas não tinha noção do nível de crueldade.

Percebi que ao consumir, eu estava contribuindo muito com o sofrimento dos animais. E mais do que isso, eu estava pegando esse sofrimento e colocando para dentro de mim toda vez que me alimentava de algum bichinho. Ou seja: tem o direito dos animais e tem também o tipo de energia que estou colocando para dentro do meu corpo.

Eu falo muito aqui no Vida Leve que tudo alimenta a gente, não é só comida, mas tudo o que envolve o ato de comer. Com isso, me perguntava: por que conscientemente eu iria escolher me alimentar de sofrimento?

Outro ponto pelo qual me tornei vegetariana foi a questão do meio ambiente.

Sempre fui muito sensível a essa questão, inclusive fiz uma pós graduação em Desenvolvimento Sustentável na Universidade de Brasília (UnB). E, uma das maiores crises que estamos vivendo no momento é a hídrica. Em 2017, passamos por um forte racionamento de água na capital e em diversas outras cidades. Muito se fala em tomar banhos mais curtos, desligar a torneira enquanto escova os dentes e lava a louça, mas o que realmente gasta muito da nossa água é a indústria da carne. Sinto que essa é parte que eu posso fazer no mundo. Pode ser que neste momento, você esteja pensando

“ah, mas só a ação de uma pessoa não vai mudar nada.”

Mas já pensou se todo mundo pensar assim? São as nossas ações individuais, que começam pequenininhas, que mudam o mundo, a gente não pode desistir.

Além disso, também me tornei vegetariana ao me questionar quais eram os reais benefícios em comer peixe, carne, frango, ovos e queijos. Quais nutrientes eu estava consumindo? Vi que eu estava colocando muita coisa ruim para o meu corpo, na verdade.

Os bovinos são criados em condições terríveis e, para evitar que fiquem doentes e morram, recebem altas doses de antibióticos que passam para o nosso corpo. Já reparou que estamos cada vez precisando tomar antibióticos mais fortes? Um dos (apenas um dos muitos) é esse…estamos consumindo doses de antibiótico sem estar doente ao comer carne vermelha.

Essa mesma crueldade também existe na fabricação de leites e derivados, como queijos. É colocado um objeto perto da boca dos bezerros para que eles não consigam mamar e o leite vir para nós. Muitas vezes eles também são separados e sofrem bastante! Se eu for contar todos os detalhes aqui, este post ficará enorme.

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Já os frangos também são imensamente mal tratados, em lugares fechados, com luz o tempo inteiro e altas dosagens de hormônio para crescer mais rápido. Os pintinhos viram frangos prontos para o abate em menos de 1 mês. Quando isso aconteceria na natureza sem intervenções humanas? E adivinhe só: esse monte de hormônio também vem para o nosso corpo.

Esse também é o motivo de eu não me alimentar de ovos.

Também não como peixes. Sim, eu acredito que eles sentem sim, além de estarem fortemente contaminados com mercúrio.

Por fim, muita gente me pergunta se me tornei vegetariana para emagrecer.

A resposta é não. Parei de comer carne para me sentir mais leve no sentido de ter uma digestão mais tranquila, não me sentir pesada, ter melhor desempenho na corrida e trazer bem físico para o meu corpo. Mas vou te falar: é bem fácil ser um vegetariano que come besteira como batata frita e massa. Na hora do aperto, muitas vezes é o que tem para comer fora além de salada.

Apesar de não ter feito esta escolha com o intuito de perder peso, percebi diversos benefícios como não ficar tão inchada, a pele ficar linda, com um viço que nunca vi antes. O cabelo tem um brilho saudável, o intestino funciona que é uma beleza (ahhh, compartilhei demais?). Também percebi que a minha TPM diminui. Tem meses que eu nem lembro que vou ficar naqueles dias. Meu ciclo também está durando menos e menos intenso.

Algo que não posso deixar de citar é que descobri uma infinidade de novos sabores que eu nem imaginava existir. Temperos diferentes e combinações que nunca tinha imaginado.

Por outro lado, logo no começo, fiquei com mais vontade de doces, querendo compensar algo que meu organismo sentia falta, mas isso logo passou.

Claro que respondo com muita paciência de onde vêm minhas proteínas, se não vou ficar anêmica ou perder massa magra. Mas essa questão das proteínas é tão interessante e complexa que vai ficar para um próximo post.

Não pretendo com este post te convencer a ser vegetariana agora, mas sim te convidar a experimentar uma #SegundaSemCarne , se dê a oportunidade de ver como seu corpo se sente sem carne.  😉

 

Se você gostou desse post, pode querer saber se eu pretendo criar filhos vegetarianos aqui.

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