A balança engana

Perder peso é um dos objetivos mais frequentes entre os que desejam fazer mudanças no estilo de vida. O objetivo pode ser sair do sedentarismo e/ou se alimentar melhor. O que muitas pessoas confundem é que eliminar alguns quilos não é sinônimo de emagrecer. “Um indivíduo pode ter pouco volume e aparentar ser magro, mas ter um elevado percentual de gordura e estar, de fato, em um quadro de obesidade”. Isso é o que alerta o nutricionista Daniel Novais. Sozinha, a balança pode enganar muito e não refletir os ganhos reais, tanto em saúde quanto em beleza.

Perder peso ou emagrecer: eis a questão

Um dos parâmetros mais importantes, na hora de perder peso, é a gordura corporal. Já contei aqui no blog como em 1 mês em eliminei quase 1kg de gordura corporal. “Às vezes, a pessoa está se esforçando (…), mas desiste depois de ver que o número na balança permanece o mesmo. Na realidade, ela pode estar tendo ótimos resultados, perdendo quilos de gordura e ganhando quilos de músculos”.“A gordura é mais leve e volumosa, ocupa mais espaço, enquanto o músculo é denso e compacto. Por isso, uma pessoa pode perder medidas, ir para um manequim menor, e continuar com o mesmo peso”. “Por outro lado, uma pessoa pode estar satisfeita porque teve uma perda de peso significativa, mas ter tido uma grande perda de massa magra(…), compara Daniel. Essa segunda opção é péssima porque gera flacidez e resultados negativos.

Emagrecimento no caminho certo

Sinais de que o emagrecimento está no caminho certo: folguinha extra nas roupas e a melhora na disposição. Porém, para ter uma avaliação mais precisa, é necessário o acompanhamento de um profissional, que vai considerar diferentes exames. Duas técnicas bastante usadas são a bioimpedância (uma balança que emite um sinal elétrico pelo corpo) e o adipômetro, uma grande pinça utilizada para tirar medidas.

Uma vantagem desse segundo método é que ele identifica não só quantidades, mas também a localização. “A gordura na região abdominal é umas das mais nocivas, porque aumenta o risco de doenças cardiovasculares. “Mesmo que a pessoa tenha um peso saudável, se ela tiver excesso de gordura nessa região é melhor emagrecer”, orienta Daniel. “Mas também é preciso ter cuidado para não cair na lógica de ‘quanto menos gordura melhor’. Em níveis muito baixos, podem começar a surgir dificuldades na produção de hormônios e na absorção de vitaminas”, afirma.

Outros índices importantes para acompanhar são a glicemia e o colesterol. Não há razão para se obcecar com a balança. É um erro se pesar todos os dias e comemorar cada grama perdido ou se desesperar com pequenos ganhos. “Existem as flutuações normais no peso. Retenção de líquidos, constipação intestinal, variações hormonais do ciclo menstrual e as refeições feitas no dia anterior. Uma única refeição mais generosa não vai gerar ganhos permanentes”, explica o nutricionista Daniel Novais.

 

 

0