Hey, estilosa! Essa semana, por causa da minha viagem, vou ficar off por alguns dias e por isso, a ordem de alguns posts vão mudar. Mas fique tranquila, os posts vão sair essa semana. Só vou ficar mais lerda na hora de responder e como você pôde acompanhar, o motivo é bom: estou indo passar alguns dias das minhas férias em um cruzeiro. Fiz inclusive um manual com dicas para quais roupas levar no navio, quais acessórios e quais produtos de beleza podem te acompanhar para uma viagem mais legal, com a Webserie Splendour of The Seas. O que muita gente não sabe é que o 3G do celular só funciona nas cidades em que o navio atraca. Para parar de sofrimento, é oferecido um pacote de internet no navio que eu vou que custa aproximadamente $30 por dia, eu acho. Faz as contas aí com o dólar a três e tantos reais e pare para pensar “Você realmente precisa? NOVENTA REAIS POR DIA para acessar a internet nas férias? O que você tem de tão importante para fazer?” E aqui começa nossa discussão sobre FOMO! Em inglês, a sigla significa Fear of Missing Out, ou seja, medo de ficar por fora. Você é dessas que checa o celular a cada 5 segundos? Sua família e amigos reclamam que você deixa o iPhone em cima da mesa quando vai a restaurantes? Talvez esse post seja para você. Espero que você se identifique com os temas menos do que eu, mas vale a reflexão sobre até que ponto ficamos dependentes e vivendo mais o mundo online do que offline. Bem-vinda ao nosso post sobre FOMO.

FOMO. Afinal do que estamos falando?

FOMO

Sabe aquela ansiedade que dá para checar o celular toda vez que a luz acende ou sempre que você vê que tem uma nova notificação do Instagram? E aquela sensação de sair de casa pelada se não estiver com o celular? Quem nunca voltou pra casa, chegou atrasada no trabalho só para pegar o celular que tinha ficado esquecido? Isso não é doença, nem transtorno. É FOMO, um fenômeno super ligado à nossa ansiedade de achar que tem algo de melhor nos esperando por aí. Algo super incrível e maravilhoso que a gente está perdendo, COM CERTEZA (com caixa alta, mesmo!). Isso não é necessariamente negativo. Poxa, é a nossa intuição sendo positiva, dizendo “Ei, tem algo melhor por aí!” Tudo depende de como a gente se relaciona com essa questão. O problema é: se você é dependente  da internet, é bem difícil de conseguir dar um tempo e ir pra rehab. Muuuitos de nós dependem dessa linda invenção tecnológica para trabalhar. Vou dar meu exemplo: por causa do blog, eu fico constantemente conectada. Sou dessas que dá aquela última checadinha no Instagram antes de dormir. (Complicou 1). Além do blog, eu trabalho em uma agência digital (Complicou 2), na área de redes sociais (Complicou 3). Trabalho com um cliente grande e como todo cliente grande, tem problemas grandes. E, vamos combinar, para quem trabalha com redes sociais: a internet não desliga para você fazer ali seu horário de expediente e deixar o mundo explodir depois, certo? Daí, eu penso “não, não tenho FOMO!”. Como vou me desconectar nessa situação? Ainda mais quando existe um grupo no whatsapp da equipe do trabalho? Tudo pode acontecer a qualquer minuto. Aí, você pensa, tem como eu sonhar em fazer algum detox digital nessa situação? Não! Assume logo que tem FOMO e é vida que segue (Te dedico, Leoni!).

Mas nem por isso, você precisa sair por aí, louca dentro da roupa, sendo a que não conversa, que não faz nada porque está grudada no celular o tempo todo, né? O Estadão fez uma matéria super bacana sobre FOMO para ajudar a entender melhor do que estamos falando. E se dá para cometer o crime de resumir um texto tão rico em uma palavra, eu citaria equilíbrio. E esse sim é um problemão muito maior do que ter FOMO. Como é difícil ser equilibrada nos dias de hoje (aposto que você está pensando “Lá vem uma blogueira louca desequilibrada!”), mas não é isso. A nossa rotina é tão corrida que das duas uma: ou você mergulha de cabeça no que decide fazer ou vai fazer tudo meia boca. Daí, vemos os julgadores da vida real (me sinto meio no The Voice, sabe!), criticando a fulaninha que só fala em malhar, ou a mariazinha que agora é mãe e resolveu dar um tempo do trabalho. Ou o Zezinho que é considerado besta porque não vai a happy hours do trabalho porque é fiel à yoga. Incrível como o mundo está cheio de críticos, né? E quando a gente tem FOMO e fica 200% do tempo ligados no mundo online, vemos que está cheio mesmo e que é fácil demais ser escrota para criticar os outros na frente de uma tela de celular.

FOMO x Digital Detox

FOMO

Mas voltando, resolvi aproveitar a viagem sem internet à disposição para ver a intensidade do meu FOMO. Não contratei internet e não vou contratar. (Enquanto escrevo esse post, meu iPhone está do lado me tirando a atenção a cada nova notificação. E eu já poderia ter terminado, mas me desconcentro toda hora). Claro que alguma coisa realmente importante pode acontecer! E agora? Bom, deixei algumas funções do blog com o boy, como olhar emails e dar uma checada por dia nas redes sociais. E, antes de ficar chateada comigo, estilosa, não pedi para ele responder a você. E, já explico o motivo: não é porque você não é importante. Na realidade, você é a coisa mais preciosa desse blog. E por isso mesmo, eu quero responder com todo amor e carinho quando puder. E, vamos combinar, se surgir alguma dúvida do tipo “ai, que linda essa make! Como você passa o delineador?”, ele não vai nem saber do que estamos falando, apesar da mega boa vontade. 😉

Brinquei aqui sobre fazer um detox digital para o meu FOMO, mas o movimento tem ganhado cada vez mais adeptos. Sabe quando a gente enfia o pé na jaca e faz uma semana de dieta detox? O detox digital tem a mesma proposta com o FOMO, desintoxicar o corpo, se desconectando da vida online. Em alguns programas não pode nem usar relógio, nem assistir TV. E, no seu quarto, o telefone só liga para a recepção.  Acho que em algum nível, todos nós temos FOMO. O grande lance é equilibrar. Estou super curiosa para ver como vou me sentir nesses 4 dias offline. Mas na vida real, eu e o boy já definimos duas pequenas regras que ajudam e muito! A primeira é: quando saímos para comer, não vale ficar no celular. Pode dar check in no lugar, se quiser e depois, é celular na bolsa. A segunda ajuda muito a manter a leitura em dia: nada de ficar navegando no celular até o sono chegar. Antes de dormir, vale levar um livro pra cama. No nosso novo apartamento não tem tomada no nosso quarto. Com isso, demos um terceiro passo contra o FOMO: o celular fica carregando em outro cômodo perto, pra gente só ouvir o despertador de manhã.

Ficou curiosa para saber se você tem FOMO? O site Dependência de Internet pode dar algumas dicas. Na volta conto tudo como foi e pleeease, sejam pacientes com a minha demora para dar algumas respostas. 😉

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