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Estamos vivendo uma epidemia de insônia?

Este é o episódio #11 do podcast Vida Leve, que você pode ouvir abaixo:

Agora, se você tiver sem fone ou preferir ler, o conteúdo, na íntegra, está aqui:

Já estamos naquela reta final de 2019, momentos de retrospectivas e de rever tudo o que aconteceu no ano. E, apesar do ano ter sido intenso, eu tenho dois alívios: não ser a pessoa que faz a retrospectiva 2019 da Globo – porque ela vai ter que fazer mágica pra ter que fazer tudo caber em um único programa – e nem ser um ser humaninho em idade escolar pra ter que estudar o que aconteceu, afinal, está tudo meio confuso. 

2019 foi um ano confuso, foi um ano tenso. E não foi só pra mim. Ouvi isso de uma criadora de conteúdo que eu adoro e que tá se reinventado, a Dani Noce, de vizinhos, de mil pessoas. Foi um ano que a gente precisou lidar com muitos 7 a uns ao mesmo tempo. 

Não tô aqui pra chorar as pitangas, mas eu consegui dar um check em todas as áreas da minha vida em ter uma crise pra enfrentar. Se fosse um bingo, eu levava um prêmio! Vi o mercado profissional que eu trabalho precisar se reinventar e eu também, precisei mudar de casa, perdi minha avó que eu era mega apegada e teve até um desses 7 a 1 que fez esse podcast tomar forma, com o episódio “Casamento não é conto de fadas.” Então, vai, eles não foram de todo ruim. 

O objetivo hoje não é fazer uma retrospectiva, mas a minha sensação é que foi um ano de aprendizado e de muita resiliência. De chegar a diversos momentos e eu pensar: “Ok, já estou forte o suficiente, não precisa vir mais nada!” e era aí que o universo vinha e mandava mais uma bomba. 

Mas, magicamente, no meio desse turbilhão todo, 2019 também foi o ano que eu mais li. Tá, eu falei que isso aconteceu por mágica, mas não teve disso. 

Aconteceu que eu decidi colocar em prática alguns dos aprendizados que tive no meu curso na Nutrition School de Nova York, principalmente no que se refere a sono, ou melhor, a PRIVAÇÃO DE SONO.

A gente está vivendo em um mundo que enfrenta uma epidemia de insônia, fato! Já conversou com seus amigos, o quantos deles dorme mal e acha isso super normal ou convive com isso e ok

Outra coisa, a gente tá falando mais rápido, pensando mais rápido, se movimentando mais rápido, processando muita informação muito mais rápido, simplesmente porque a nossa nova vida digital demanda isso. 

Além disso, antes, a gente não tinha muito o que fazer aos finais de semana. Há décadas atrás, eram dias de descanso. E agora? Agora é um frenético: “O que você vai fazer?” desde quinta à noite, se bobear, desde quarta. 

A verdade é que a gente anda correndo na vida no ritmo que a gente quer, mas a gente tá correndo tanto, que a gente tá perdendo o que realmente está acontecendo, o que realmente importa.

Por exemplo, a gente esquece que demora horas pro nosso cérebro dormir, pra ele desligar mesmo. E muita gente tenta fazer isso assistindo TV ou seriado no computador, tablet, celular. Só que deixa eu te falar: a luz não te deixa descansar. A luz te mantém acordado. O seu cérebro não entende que está escuro.

Eu deixei de ter TV em casa em janeiro de 2018, na época, a intenção era parar de procrastinar, aproveitar melhor o tempo…porque muitas vezes eu via que eu ficava meio que vegetando em frente à TV. 

Só que eu eu ganhei um buraco antes de dormir, sem saber o que fazer. E foi esse o espaço que os livros ganharam. Eu li livros sobre tudo, menos técnicos demais que me fizessem querer anotar coisas. A proposta era descansar a cabeça. 

Sem dúvida, o livro que mais me marcou foi o “A coragem de ser imperfeito” , da Bené Brown”. Ele fala sobre vulnerabilidade, sobre o medo que a gente tem se mostrar dessa forma para o outro. Tem um exemplo sensacional, que é em apresentações de trabalho, a gente costuma ficar nervosa mesmo. A autora sugere que a gente comece a palestra abrindo isso para as pessoas. Vou dizer, eu já fiz isso e bem, além da leveza enorme que isso me trouxe, a empatia e a aproximação com quem me assistia foi incrível. 

Os meus 12 livros queridinhos de 2019 estão em uma lista que coloco aqui com link para a Amazon. Se você comprar lá, já muda um hábito que pode diminuir a sua insônia e eu ganho aquela comissãozinha linda que me ajuda a pagar meus boletos. 

Agora, se você realmente tem grandes dificuldades para dormir, tenho outras sugestões para fazer: faça um diário de tudo o que você faz aproximadamente seis horas antes de ir para a cama. Tente encontrar padrões entre as suas atividades, suas refeições e a qualidade e quantidade de sono.

Isso vai te ajudar a entender o que funciona e o que não. Preste atenção em coisas como o que você jantou, até que horas ficou no computador e no celular, se você teve boas conversas com seu parceiro. 

Consumir alimentos industrializados como fast food perturba o nosso corpo, porque é algo difícil de digerir e gera stress no corpo. Ao invés de dormir, o nosso corpo vai estar jogando toda a energia em digerir tudo aquilo que a gente consumiu. 

Muitas vezes, uma noite mal dormida está relacionada à digestão, por ter tido uma refeição pesada no jantar ou algo não-saudável. 

Na verdade, o que eu estou querendo fazer aqui é te convidar a renegociar a nossa relação com o sono. A gente vive num mundo que se esqueceu o que é descansar. 

E, se você tem dificuldade em dormir cedo, comece se dando o prazo de estar na cama às dez da noite para ler, sem tela na cara. Tenho certeza que assim, você vai começar, aos poucos, a dormir mais cedo. 

Espero que você tenha gostado desse episódio. Me conta aqui embaixo nos comentários. 😉

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