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Você já ouviu falar sobre equilíbrio emocional?

Muita gente entende que ter equilíbrio emocional significa ter total e absoluto controle dos nossos sentimentos e das nossas reações diante das situações que acontecem na nossa vida. Mas posso ser sincera? BALELA! Não acredito que seja isso de jeito nenhum. E acho que estou em um dos melhores momentos para falar sobre o assunto.

Eu sempre admirei muito meu marido já que considero que ele é uma pessoa muito mais emocionalmente madura do que eu. SEMPRE. Eu sou super sensível e choro por tudo. Por muito tempo, me senti inferior por ser assim. Achava que o tal do chorar era um sinal de fraqueza e que mostrava que eu não tinha equilíbrio emocional nenhum.

Só que a vida, amigos…ah, a vida ensina. Sempre. 

 

Como descobri que tenho mais equilíbrio emocional do que imaginava?

No final do ano, fiz um balanço de como foi meu 2018 e posso falar: foi intenso. Tiveram diversas coisas bacanas, mas muitas outras pesadas. Lidar com uma pessoa muito próxima com uma doença que a gente não sabe no que vai dar foi meu grande desafio no final do primeiro semestre. Quando fiquei sabendo da situação, chorei. Claro…eu estava no meio de uma viagem, que tinha tudo pra ser incrível e precisei saber lidar com isso. Nesse dia, chorei daquele jeito de soluçar, lavar a alma mesmo, sabe? Ali, tive o primeiro clique de que talvez, chorar fosse a minha forma de colocar pra fora o que eu estava sentindo e me recompor. Mas ainda assim, não tinha ideia da força que eu tinha, ainda me incomodava por chorar.

Voltando para o início de 2018, dia 20 de fevereiro, a coisinha mais linda e especial apareceu na minha vida: a Nina. Olha essa bichinha! Você resistiria? Ela foi encontrada na BR 020, perto de Sobradinho, em Brasília. Vi num grupo de adoção no Facebook e não tive dúvidas: ela ia ser minha companheirinha.

equilíbrio emocional _ vida leve

 

 

 

 

 

Imagina uma bichinha cheia de personalidade. Eu nunca tinha tido um cachorro que estivesse sob minha responsabilidade. O máximo foi o Mike, que meu irmão ganhou de Natal 2 meses antes de eu mudar para Brasília. Então, eu não tinha ideia do que me esperava. Ela era preta de tanto carrapato e pulga embaixo dos bracinhos logo que chegou.

Para quem pensa em adotar, fazer um grande check-up é fundamental para saber como está a saúde do bichinho que você vai cuidar, principalmente doença do carrapato que é séria. Ainda bem, Ninoca não tinha nada. Voltamos pra casa e começamos a nos adaptar na rotina de aprender a fazer xixi no lugar certo, comer, ir passear sem tocar o terror nos outros cachorros.

equilíbrio emocional _vidaleve

Ninoca era minha sombra. Onde eu ia, ela tava. As maiores alegrias dela eram ficar no meu colo enquanto eu trabalhava ou dormir na cama com a gente. Meu Deus, que amor por essa bichinha! No dia 3 de maio de 2018, tivemos o primeiro grande susto com a Nina. Fomos passear e ela voltou sem ar. Corri pro veterinário e tivemos o diagnóstico: uma hérnia diafragmática. Não sou especialista e nem pretendo me alongar nessa parte técnica. Mas falando de forma bem leiga, ninguém conseguia entender se ela não tinha diafragma ou se ela tinha e ele rompeu (essa situação é comum em cachorro que sofreu algum trauma, como queda ou atropelamento). Com isso, os órgãos dela eram todos fora do lugar, a gente até apelidou ela de bagunçadinha. Nessa época, nos deram a opção de fazer uma cirurgia para consertar, mas optamos mor não fazer por ser super invasivo. Ela tomou remédios, ficou boazinha e voltamos pra casa no mesmo dia.

Em junho, mudamos pra casinha amarela, ela foi um dos motivos pra gente sair do apartamento, ela fugia pela cerca. Vida louca total! Fugia e corria na maior alegria. Durante a Copa, a gente estava andando pelo condomínio e olhou uma cachorrinha andando sozinha. Eu falei: “Olha, que bonitinha! Parece a Nina!”…era ela! Eu dei um grito! Meu coração saiu pela boca! Até chorei (de novo!) de nervoso.

Em julho, ela ficou no hotelzinho enquanto a gente viajava. Como estava com outros filhotes brincando, quando voltou, ficou meio deprê. Por isso, arrumamos um irmãozinho pra ela: o Frodo. Eles brigavam, mas se amavam tanto! Ele com 3 meses já pesava mais que ela, olha:

 

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equilíbrio emocional _vidaleve

 

Você já deve ter percebido que o texto está escrito todo no passado, né? Pois é. Em outubro, tivemos uma nova crise sem ar. Dessa vez, foi mais pesada que a outra. Ela chorou de falta de ar. Precisou ficar internada. Mas, um dia depois, estava aqui, firme e forte. De novo, a opção da cirurgia foi apresentada. Não quisemos.

Dia 4 de janeiro, há 2 sextas-feiras, eu estava gripada à noite. Coloquei janta para os cachorros, coloquei os 2 pra dormir e tomei um remédio pra dormir. O Frodo não parava de latir, descontroladamente. E, ele não é disso. Descemos. Ele tava tentando avisar que a Nina não estava bem. Dessa vez, a crise foi a pior de todas. Até agora, não sabemos muito bem o que aconteceu, a hora que vimos, ela já estava deitadinha no chão meio apagada.

Os veterinários trouxeram ela de volta, mas ficou lá internada, sem previsão de alta. Nos últimos dias, nossas visitas foram raras, ela ficava muito ansiosa de ver a gente e isso piorava o quadro dela. Depois de dois dias estável, optamos pela cirurgia, na última quinta. Foi tudo lindo! Na sexta, ela já estava até caminhando. Ensaiamos sair para comemorar. Mas desistimos. No sábado ela piorou, precisou ser operada novamente às pressas. Foi um dia horrível. Virou uma luta para sobreviver e nesta madrugada, Ninoca preferiu ir embora.

Eu não tinha noção do quanto ia doer. Sou só lágrimas desde a sexta que ela estava deitada no jardim.

Mas, por que você está contando tudo isso?

É simples! Porque nesses últimos 10 dias, eu precisei ter mais força do que tudo na vida. Chorei na veterinária, chorei em casa, chorei quando tive a notícia, choro enquanto escrevo esse texto. Mas são as lágrimas que me ajudaram a ter clareza de que nada ia adiantar ter a Nina aqui comigo se não fosse para ter a bichinha com qualidade de vida.

Percebi que ter equilíbrio emocional na realidade significa a gente entender o que a gente está sentindo, sem ficar reprimindo ou querendo ser forte a ponto de esconder tudo o que a gente tá sentindo. Pode chorar, pode deixar o sentimento vir, entende o que ele está querendo te ensinar e deixa ele fluir. Escrever me ajuda a entender tudo o que está passando por aqui.

Espero que com esse texto eu te ajude a passar por qualquer período difícil que você possa estar passando e queria te deixar uma frase pra pensar que tem me ajudado muito nesses dias: eu vivi momentos incríveis com a Nina, um amor sem tamanho! E, mesmo que eu soubesse, antes de adotar, que ela tinha esses problemas (que agora sabemos que são de formação), eu não deixaria de viver com ela. E, você, quais coisas mágicas está deixando de viver por medo de sofrer?

 

Se você tiver histórias com seu pet para contar, vou adorar saber. 😉 Deixa aqui nos comentários.

 

Um beijo,

Mari

 

 

 

 

 

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