Energias da Semana – de 1º a 7 de março

Um novo mês começando. Já é o terceiro de 2021 e às vezes bate aquela impressão de que estamos vivendo apenas uma continuidade de 2020. 

Isolamento. Pandemia, Coronavírus. Questões que a gente gostaria de ter deixado no ano passado continuam aqui, coladinhas em nós, por mais que muita gente tente deixar de ver ou tenha um discurso negacionista. 

No momento em que faço esse material, estamos vivendo um novo lockdown total em Brasília. Apenas serviços essenciais abertos, UTIs com mais de 90% de ocupação e aquele gosto amargo dos primeiros meses do tal do fica em casa. 

Acredito que grande parte da ansiedade tenha sido causada por algo que volta a aparecer para nós: até quando? Quando vai parar de morrer tanta gente? Quando estaremos vacinados? Quando vamos poder voltar a viver sem máscara? 

O medo do desconhecido é um dos grandes medos dos seres humanos. Nós gostamos de estabilidade, de saber onde estamos pisando. Muitas vezes, quando nos sentimos inseguras, procuramos o caminho mais fácil de tirar esse incômodo. 

Incertezas no trabalho? Pede uma comida bem gostosa pelo aplicativo no final do dia que passa. 

Uma crise no relacionamento? Nada que um Netflix e uma panela de brigadeiro não resolvam. 

Só que a gente pode muito bem tentar cobrir esse “buraco” que esses problemas trazem não apenas com comida mas também com compras! Quem nunca deu aquela estouradinha no cartão de crédito depois de uma crise? 

Ases de Materiais

A primeira carta que tirei já me fez voar longe! Olho para ela e vejo uma mulher tão enfeitada, tão maquiada, que me pergunto: onde foi parar a sua essência? Onde você foi parar? 

Minha vontade é despi-la de todos esses enfeites para ver o que tem por trás disso tudo. Tenho certeza que será uma mulher linda! Mas bem diferente do que vejo na carta. Muitas vezes o tal do comprar para cobrir vazios tem disso, né? 

A gente compra porque viu, achou bonito e quando coloca e se olha no espelho pensa: isso não tem absolutamente nada a ver comigo. 

Para mim, descobrir quem a gente é de verdade tem uma enorme conexão com a natureza. A essência remete a quem a gente era lá no útero da nossa mãe. E é claro, a gente muda, a gente evolui. E isso, sem dúvida é uma das coisas que eu mais amo na vida, mas de alguma forma, todas as minhas evoluções precisam ter um pouquinho de mim. 

Claro, já aconteceu de eu me perder nesse processo. Mas não é algo que eu me preocupo hoje em dia. Eu sei que me perder pode fazer parte desse processo de crescer, amadurecer, evoluir. E o máximo que vai acontecer é uma vontade de me perguntar “mas onde é que eu fui parar?!”, recuar alguns passos e voltar. 

Isso já aconteceu incontáveis vezes! Não só na vestimenta, nos acessórios. Mas nas atitudes, nos lugares que eu frequento, nos meus comportamentos. 

Por isso, eu digo: se vista da sua própria natureza. Se enfeite, se maquie, mas sempre de você mesma. 

Há dois dias, quando soube que entraríamos em lockdown, passou uma espécie de filme na minha cabeça. De todos os erros e acertos quando o isolamento social chegou pela primeira vez, em março de 2020. 

Além de pontos marcantes como meu primeiro exame PCR, me lembrei de coisas que fiz na minha rotina e que contribuíram negativamente para a minha saúde mental. 

Inicialmente, eu só queria aproveitar para ficar com as roupas mais confortáveis e menos arrumadas que eu tinha. Sabe aquelas que já têm alguns furinhos, estão desbotadas e nenhuma condição de serem usadas em público? Eu só vivia com isso.

Também passei por um momento de não querer usar maquiagem. Além de me perguntar o porque de gastar maquiagem para ficar em casa, eu quis dar um respiro para a minha pele, deixando ela respirar mais. 

A grande questão é que eu sempre usei maquiagem todos os dias para trabalhar e, com uma boa rotina de limpeza, nunca tive grandes problemas. 

O resultado disso tudo foi minha autoestima indo cada vez mais para perto do chão. Minha produtividade diminuiu e a vontade de gravar vídeos com conteúdos para vocês também. Afinal, eu precisaria me montar inteirinha antes de gravar e ia perder o maior tempo com isso. 

Quando a gente fala de trabalho/produtividade e roupa, dá para entrar em um capítulo à parte. Impressionante o quanto a imagem é capaz de fazer a gente se sentir mais capaz de entregar melhor. 

Existe até um livro chamado “O Mito da Beleza”, que fala o quanto essa questão é diferente para homens e mulheres. Para homens serem vistos como competentes, basta um terno bem alinhado. Já para nós, mulheres, é bem mais complicado. A roupa ideal passa por caminhos difíceis como “Não parecer sexy demais para o ambiente corporativo”, “Não parecer jovem demais e inexperiente”, “Não parecer muito mais velha para não ter cara de desatualizada” e muito mais!

Isso porque aqui, só abordei o ponto de roupa e maquiagem, nem falamos de intervenções estéticas como botox, já que o envelhecimento é visto com muito mais crueldade para as mulheres do que para os homens. 

Mas voltando ao tema principal da nossa carta: material. Compras. O convite é para você se vestir de você, sempre. A gente não precisa ter muito, a gente não precisa comprar todos os meses. 

A gente também não precisa só comprar em promoção. Dá uma cara de não-pertencimento. 

Falo com conhecimento de causa. Já fui a pessoa que tinha 15 calças jeans ao mesmo tempo no guarda-roupa e que hoje tem uma. Também já fui a louca nas liquidações e assumo que hoje, existem marcas que só compro quando entra na promoção porque tem preços que eu acho injustificáveis para gastar em roupas. 

Mas acima de tudo: me visto de mim. Foi preciso autoconhecimento, terapia e a maturidade dos meus 35 anos para ter essa coragem. Mas você não precisa esperar tudo isso. Que tal ter a audácia de se vestir de você mesma para tudo o que fizer na vida a partir deste minuto? 

O energias da semana é sempre com 3 cartas. Essa foi a leitura da primeira, que é gratuita. Seja assinante e receba toda segunda-feira no seu e-mail, a leitura completa das 3 cartas clique aqui ou na imagem e se torne Assinante do Energias da Semana.

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