Cultura da dieta: você nem sabe, mas faz parte dela

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Por que existe uma cultura da dieta?

Não tem como fugir disso: nós comemos comida, é inevitável que vamos falar sobre comida. E sim, mesmo que a gente não tenha noção, cada uma de nós está imersa na cultura da dieta, a maneira como falamos sobre comida não é mais um assunto neutro.

A comida se tornou altamente carregada com rótulos como:

  • Boa
  • De verdade
  • Tóxica
  • Viciante
  • Permitida
  • Não permitida
  • Sem culpa
  • Refeição do lixo
  • Prêmio (o famoso “Aconteceu tal coisa, então eu mereço comer _____ (coloque aqui a comida que mais te conforta)

Você deve ter percebido que a maioria dessas palavras acima são descritivas que têm raízes na moralidade. O que seria ótimo, exceto que, como humanos, tendemos a internalizar esses julgamentos morais sobre comida em nós mesmos. A tal da cultura da dieta começa mais ou menos aí.

O que escolhemos comer ou não comer se torna uma extensão do nosso caráter moral. A cultura da dieta nos ensinou a pensar que somos como moralmente superiores se comemos “comida de verdade” e somos menos quando comemos besteira, que sempre classificamos como “ruim”, “viciante”

A comida não merece ter tanto poder sobre nós.

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Mudando a forma como falamos de comida

O texto não está nem na metade mas já quero te fazer um convite: que tal começar a se alimentar de uma forma diferente, especificamente, especificamente substituindo o julgamento por uma permissão incondicional? Fazer a pazes com a comida significa abandonar todos esses rótulos morais. A comida é apenas comida. Essa mudança também significa que não há necessidade de classificar os alimentos em categorias de “às vezes” e “todos os dias” ou “mais nutritivos”, porque toda a comida está na mesa, o tempo todo.

Pensando assim, qualquer rótulo, por mais inocente que pareça, omo “alimentos integrais” se tornam redundantes, pois continuam a adicionar julgamento e moralização ao alimento real.

Você poderia tentar:

  • Alimentos que me dão energia
  • Alimentos que me fazem sentir sono
  • Alimentos que satisfazem
  • Alimentos que aliviam minha fome
  • Alimentos que me dominam
  • Alimentos que me dão azia
  • Alimentos que unem minha família
  • Alimentos que me dão o calor
  • Alimentos que me trazem conforto
  • Alimentos que me trazem alegria
  • Alimentos que resolvem o mal-estar no meu estômago
  • Alimentos que estão enchendo
  • Alimentos que são nutritivos

Note que algumas dessas maneiras de falar sobre comida não são positivas – mas o que elas não significam não é crítico, são simplesmente fatos. Comer uma comida que lhe dê azia não rotula o tipo de pessoa que você é – significa apenas que você pode sentir azia depois de comer a comida.

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Falar sobre comida dessa maneira também é baseado na experiência interna de um indivíduo com essa comida específica. Por exemplo, você também pode falar de experiências sensoriais com aquela comida:

  • Crocante
  • Suave
  • Quente
  • Refrescante
  • Gorduroso
  • Pegajoso
  • Suculento
  • Cremoso
  • Seco
  • Suave
  • Frio
  • Aveludado

Ou em termos de sabor:

  • Salgado
  • Doce
  • Picante
  • Azedo
  • Saboroso
  • Amargo
  • Apimentado
  • Cremoso
  • Forte
  • Suave
  • Frutado

Retirar o julgamento sobre como falamos sobre comida é uma parte importante na aceitação de permissão incondicional para comer todos os alimentos e, finalmente, curar nossa relação com a comida. Por isso, ao invés de terminar este post com alguma conclusão específica, queria te deixar uma pergunta (responde aqui embaixo na caixa de comentários 😉

Quais são algumas maneiras de descrever alimentos que não têm nada a ver com valor moral?

 

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