Sim, gente! O casamento fez um ano e ainda tinha coisa MUITO BACANA para compartilhar que ficou perdida no tempo. Se você perdeu, a gente fez um destination wedding em Seychelles (veja aqui), foi para Joanesburgo (veja aqui), passamos uns dias no Kruger, onde fizemos safari (veja aqui) e por fim, conhecemos a Cidade do Cabo, que você vê nesse post.

Por que escolhi a Cidade do Cabo?

Já contei um pouquinho nos posts que deixei os links acima, mas a gente queria algo diferente, fugir do óbvio e foi atrás de sugestões. Devo assumir, nunca pensei que passar a lua de mel na Cidade do Cabo fosse tão bacana. A notícia boa é que a moeda lá é o Rand, que hoje está cotado em lindos R$0,23 e ninguém vai morrer com a fatura do cartão de crédito depois da viagem por causa do dólar alto.

Todo mundo me falava que a Cidade do Cabo era um lugar incrível, maravilhoso e imperdível. Muita gente fala que é o Rio de Janeiro da África do Sul e sou obrigada a concordar.  Chegamos na cidade já na reta final da nossa viagem, por isso ficamos bem pouco tempo. Foram só dois dias inteiros e o pedacinho de outros dois. Mas deu para conhecer muita coisa legal. Quem organizou toda a nossa viagem de casamento foi a TerraMundi e eles arrasaram nas sugestões. Minha única reclamação é que eu queria ficar mais tempo viajando hahahah. Lá na Cidade do Cabo nós tivemos ajuda de guias que falavam português da Kobo Safaris (o mesmo pessoal que acompanhou a gente em Joanesburgo) e acho que para o tempo que a gente tinha, deu para aproveitar bem! Lá tem desigualdade igual no Brasil, lá tem riqueza e pobreza vivendo lado a lado igual no Brasil e lá também tem paisagens maravilhosas que nem no Brasil. Quando falo que fui para a Cidade do Cabo, muita gente me pergunta sobre segurança. E o que tenho a dizer é: se você mora no Brasil, você já tem alguma malícia para viajar por lá. Eu particularmente me senti mais segura do que em algumas cidades no Brasil. Mas, tivemos um contratempo: um taxista foi sacana e deu mil voltas com a gente para levar mais grana. Fué! Sugestão: use o uber, que super funciona lá.

O que fazer na Cidade do Cabo?

A gente tinha um espaço de tempo muito, muito curtinho. Por isso, foi meio correria, mas a gente super se organizou dar tudo certo. Quando chegamos, já eram umas 14h, até fazer check in no hotel (nós ficamos no Park Inn by Radisson, que não é mega cheio dos luxos, mas é um excelente hotel, muito bem localizado e ainda tinha transfer gratuito para o Waterfront, que eu já já conto o que é), quando vimos, o tempo estava nublado e nossos planos de subir a Table Mountain se foram. Por isso, pegamos uma sugestão local e fomos para Camps Bay, um bairro que todo mundo fala que é a Copacabana de lá. Vimos um pôr-do-sol maravilhoso (sim, o tempo abriu!) e tomamos vinho. Aliás, vinho é vida na Cidade do Cabo, até as opções mais baratinhas são deliciosas.

Logo depois, fomos para o Waterfront, que é um complexo muito legal que tem de tudo, hotel, restaurantes, bares, shows, supermercado. Minha dica lá é: não deixe de ir ao Samba, um restaurante de frutos do mar DELICIOSO, que tem uma vista sensacional e um petit gateau de Lindt! (Chora, dieta! Eram férias, né?).

Quais pontos turísticos visitamos?

Como o tempo era curto, nós contratamos um pacote com a Terra Mundi em que tinha um guia de falava português e que ficou pingando em alguns lugares com a gente, para dar tempo de conhecer um pouquinho de tudo.

O primeiro dia foi assim:

Hout Bay, ilhazinha de focas linda! Leva uns 20 minutos para chegar, do centro. Chegando lá, você pode optar por várias coisas: nadar com as focas, com tubarões, fazer vários passeios aventureiros ou pegar o barquinho e ir lá olhar as focas de pertinho. Pela falta de tempo, optamos pela última opção. O passeio é incrível, mas balança DEMAIS! O mar é muito, muito agitado! Muita gente passou mal (bem mal!) mas vale demais a pena. Eu também ia passar mal, mas tomei uns remedinhos pra enjoo antes.

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Depois disso, fomos conhecer os pinguins em Boulders Beach. O que eu mais gostei de tudo foi que é um passeio para todo mundo, tinha muita família, muita criança e muito, muito pinguim. Dá para ver eles bem de pertinho, mas não pode alimentar, nem deixar objetos próximos porque eles pegam (uma hora, um dele bicou o cabo da gopro! rs). O lugar é completamente maravilhoso. Almoçamos por lá um famosão fish and chips e continuamos nosso rumo.

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Depois disso, foi a hora do tão aguardado Cabo da Boa Esperança. Que lugar sensacional! Era um que valia passar o dia inteirinho lá! É um complexo enorme, você pode fazer caminhadas, explorar muito o lugar mesmo! Nós tiramos fotos nos pontos mais incríveis, vimos alguns babuínos e subimos ao ponto mais alto de todos. Assim, bem rápido mesmo. Estava bem cheio. Por isso, para quem puder deixar para ir durante a semana, quando a poulação local não vai, acho que é mais jogo para aproveitar tudo com mais calma. Lá venta DEMAIS! Por isso, por mais calor que esteja, leve um casaco e prenda o cabelo. Eu fui fazer a bonita nas fotos e meu cabelo ficou parecendo um ninho de tão embaraçado.

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Depois disso, já era hora de voltar para o hotel. A viagem demorou um pouquinho no total, umas 2h, 2h30. Até que a nossa guia falou que o tempo estava ótimo mas estava virando e que ela recomendava muito que a gente tentasse subir na Table Mountain porque do jeito que estava, era capaz que no dia seguinte não fosse possível e depois, a gente já ia embora. Saímos correndo, que nem uns doidos e pegamos a última hora e rá! Deu! Não tenho palavras para descrever como é lá em cima. A gente sobe de bondinho, igual no Pão de Açúcar, no Rio, mas ele vai dando uma volta 360 graus para que todo mundo veja toda a vista, independente de onde está. Chegando lá em cima, vimos que muita gente levava vinho para sentar e apreciar o momento. Foi a vista mais incrível que eu já tive em toda a minha vida! Mesmo sem vinho! Valeu a pena toda a correria, valeu a pena correr a escadarias para chegar, valeu a pena o frio sem fim que estava fazendo. Olhem isso (luz natural, sem filtro!):

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Já no segundo dia…

…a correria foi BEM menor. Como já tinha previsto a guia, amanheceu chuviscando. Nós fizemos um passeio pelo centro da cidade e conhecemos o Bo-Kaap, um bairro de casas mega coloridas para mostrar a beleza da multicultura da cidade, especialmente depois do apartheid. Sabe aqueles lugares que a gente vai e sente que tem muita história? É muito incrível a energia daquele lugar! Depois, almoçamos bem rapidinho e fomos para Stellenbosch, que fica a uma distância de aproximadamente 20, 30 minutos da Cidade do Cabo. A cidade é o sonho de todo amante de vinhos, existem várias para conhecer. Nós fizemos degustação em duas, uma delas, a Glen Carlou, conquistou meu coração. Saímos de lá com uns vinhos (mas só uns! Fique ligada: existe um limite para andar com vinhos dentro da África do Sul e de lá para o Brasil. E, não tem voo direto Cidade do Cabo-Brasil, precisa passar por Joanesburgo. Se não me engano, quando fomos, em 2015, eram 6 garrafas por pessoa).

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As degustações não são caras, às vezes tem uns queijinhos delícia e muitas vezes, o valor é descontado caso você compre algum vinho, o que faz a experiência valer super a pena.

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