Tchau, vó!

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Tem coisa que só sai da gente escrevendo, mas nem por isso dói menos. Consigo lembrar da última vez que vi minha vó Zu…foi no Natal do ano passado. Visivelmente mais magra e menos iluminada do que o normal. Lembro de conversar com a minha mãe sobre a doença dela e falar, com aquele nó na garganta: “Mãe, eu sinto que a vovó cansou de estar aqui.”

Perceber isso três meses antes da partida dela não deixou tudo mais fácil. Só me fez perceber o quanto é doído morar longe das pessoas que a gente ama (já falei um pouquinho sobre isso no post “Minha família vem primeiro” )

Desde que me mudei para Brasília, em 2008, eu sempre tenho isso comigo. Às vezes mais intenso, às vezes mais escondido ali no fundo do coração. A sorte é que tenho uma mãe que sempre sabe o que dizer…mesmo que estava o mais próximo dela, nada pôde fazer.

Eu sempre falei orgulhosa, principalmente depois que fiz 30, que eu era muito sortuda de ter as minhas duas avós comigo até essa idade. Nossos últimos encontros sempre trouxeram papos sobre filhos…lembro o quanto ela falava sobre ser bisa…desculpa, vó, perdi o timing.

Tem gente que nem se dá conta do quanto as avós são importantes. Eu nunca tive essa dúvida. Quando pequena, eu ficava muito na casa dela no horário inverso da escola, já que meu pai e minha mãe trabalhavam o dia inteiro. E isso me traz lembranças tão banais e tão gostosas!

Lembro de ir na feira comprar pastel e caldo de cana, comprar figurinha pro álbum da Pocahontas, de manchar todo o uniforme da escola pegando amoras do pé perto do trabalho dela….(e das broncas que eu já imaginava que a minha mãe ia me dar na hora que visse a minha camiseta!).

Lembro de pregar o dedo com grampeador e levar a maior bronca, de buscar bolinhas de tênis enquanto você trabalhava….das frutas milimetricamente cortadas e sem caroço me esperando (é vó, né, gente!).

Até de comprar a briga pra eu assistir Chaves e Chapolin bem na hora do Globo Esporte, das idas na 25 de março, de ir te buscar em casa pra passar o final de semana com a gente…e da icônica frase “Ah, mas essa menina tá tão magrinha! Quer uma bananinha?!”

Caramba, vó! Um pedacinho do meu coração foi embora com você. Foi lindo viver três décadas do seu lado.  <3

Queria ter te falado o quanto eu te admirei por ter se separado numa época em que mulher separada era “desquitada” e uma vergonha pra família, e ter sido forte o suficiente pra tocar a vida do seu jeito. Não é pra qualquer um e mesmo assim você ainda arrumava um tempo para me mimar sem limites.

E pra você que está lendo esse texto e nem conhecia a minha avó: ela era incrível. Valorize a família que você tem do seu lado. Demonstre o quanto ama. Eles não ficam aqui pra sempre, infelizmente. 🙁

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Cultura da dieta: você nem sabe, mas faz parte dela

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Por que existe uma cultura da dieta?

Não tem como fugir disso: nós comemos comida, é inevitável que vamos falar sobre comida. E sim, mesmo que a gente não tenha noção, cada uma de nós está imersa na cultura da dieta, a maneira como falamos sobre comida não é mais um assunto neutro.

A comida se tornou altamente carregada com rótulos como:

  • Boa
  • De verdade
  • Tóxica
  • Viciante
  • Permitida
  • Não permitida
  • Sem culpa
  • Refeição do lixo
  • Prêmio (o famoso “Aconteceu tal coisa, então eu mereço comer _____ (coloque aqui a comida que mais te conforta)

Você deve ter percebido que a maioria dessas palavras acima são descritivas que têm raízes na moralidade. O que seria ótimo, exceto que, como humanos, tendemos a internalizar esses julgamentos morais sobre comida em nós mesmos. A tal da cultura da dieta começa mais ou menos aí.

O que escolhemos comer ou não comer se torna uma extensão do nosso caráter moral. A cultura da dieta nos ensinou a pensar que somos como moralmente superiores se comemos “comida de verdade” e somos menos quando comemos besteira, que sempre classificamos como “ruim”, “viciante”

A comida não merece ter tanto poder sobre nós.

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Mudando a forma como falamos de comida

O texto não está nem na metade mas já quero te fazer um convite: que tal começar a se alimentar de uma forma diferente, especificamente, especificamente substituindo o julgamento por uma permissão incondicional? Fazer a pazes com a comida significa abandonar todos esses rótulos morais. A comida é apenas comida. Essa mudança também significa que não há necessidade de classificar os alimentos em categorias de “às vezes” e “todos os dias” ou “mais nutritivos”, porque toda a comida está na mesa, o tempo todo.

Pensando assim, qualquer rótulo, por mais inocente que pareça, omo “alimentos integrais” se tornam redundantes, pois continuam a adicionar julgamento e moralização ao alimento real.

Você poderia tentar:

  • Alimentos que me dão energia
  • Alimentos que me fazem sentir sono
  • Alimentos que satisfazem
  • Alimentos que aliviam minha fome
  • Alimentos que me dominam
  • Alimentos que me dão azia
  • Alimentos que unem minha família
  • Alimentos que me dão o calor
  • Alimentos que me trazem conforto
  • Alimentos que me trazem alegria
  • Alimentos que resolvem o mal-estar no meu estômago
  • Alimentos que estão enchendo
  • Alimentos que são nutritivos

Note que algumas dessas maneiras de falar sobre comida não são positivas – mas o que elas não significam não é crítico, são simplesmente fatos. Comer uma comida que lhe dê azia não rotula o tipo de pessoa que você é – significa apenas que você pode sentir azia depois de comer a comida.

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Falar sobre comida dessa maneira também é baseado na experiência interna de um indivíduo com essa comida específica. Por exemplo, você também pode falar de experiências sensoriais com aquela comida:

  • Crocante
  • Suave
  • Quente
  • Refrescante
  • Gorduroso
  • Pegajoso
  • Suculento
  • Cremoso
  • Seco
  • Suave
  • Frio
  • Aveludado

Ou em termos de sabor:

  • Salgado
  • Doce
  • Picante
  • Azedo
  • Saboroso
  • Amargo
  • Apimentado
  • Cremoso
  • Forte
  • Suave
  • Frutado

Retirar o julgamento sobre como falamos sobre comida é uma parte importante na aceitação de permissão incondicional para comer todos os alimentos e, finalmente, curar nossa relação com a comida. Por isso, ao invés de terminar este post com alguma conclusão específica, queria te deixar uma pergunta (responde aqui embaixo na caixa de comentários 😉

Quais são algumas maneiras de descrever alimentos que não têm nada a ver com valor moral?

 

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De quanto dinheiro você precisa para ser feliz?

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Se você acha que ganhar mais dinheiro te deixaria mais feliz, você está certo. Mas só em partes. Há um ponto em que mais dinheiro pode diminuir seu bem-estar emocional e satisfação com a vida. (Oi? Sério isso?)

Recentemente, uma pesquisa foi realizada em 164 países para se definir um salário ideal (suficiente para viver) e chegaram a uma conclusão: existem 2 tipos de felicidade, uma delas é relacionada a sentimentos cotidianos (o que eu costumo chamar de pequenas alegrias do dia a dia) e a outra, é uma ampla satisfação com a vida. Considerando a felicidade do cotidiano, muitas vezes, um pequeno percentual de aumento é suficiente. Percebe-se que depois de um determinado percentual, os benefícios de ganhar mais dinheiro diminuem, embora ainda haja benefícios.

“O aumento na felicidade tende a diminuir à medida que você ganha mais dinheiro”

diz Andrew Tebb, principal autor de um artigo sobre o tema, que motivou esse texto aqui. Para entender isso em termos ilustrativos, muitas vezes, buscamos muito o que consideramos um cargo maior no trabalho com um salário maior. E sim, essa ambição é super bem-vinda. Porém, muitas vezes, de novo, de forma ilustrativa, você aumentar sua renda de R$5.000 para R$8.000 vai te trazer mais mudanças com relação à sua felicidade do dia a dia do que você saltar de R$5.000 para R$20.ooo por exemplo.

Existe um ponto sutil em que a relação entre felicidade e renda enfraquece. Vamos pensar juntos: quanto maior o cargo que você ocupa, mais responsabilidades temos e mais você se doa. Seu tempo vale mais e por isso, pode ser que você tenha que doar mais tempo. Esse tempo a mais que você está doando poderia estar sendo usado para outras demandas da vida como brincar com os filhos, cuidar do jardim ou simplesmente assistir um seriado. E, deixa eu te contar: esse tempo não volta. 

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Não tenho filhos, só cachorro. Mas é só pensar na festinha que ele faz a hora que eu chego em casa, no mini-tempo que temos para brincar depois do trabalho, nos dias que dou uma escapada mais longa na hora do almoço pra comer em casa e ficar com ele…talvez, mais dinheiro possa significar abrir mão de muitos desses momentos, talvez não. Tudo vale a gente equilibrar e pensar nos prós e contras.

Já te vejo falando

“Mas, Mari! E os boletos pra pagar?…”

É, a vida adulta é um eterno pagar de boletos. Porém, como falei ali em cima, a pesquisa leva em consideração uma renda suficiente pra viver ou seja: pagar suas contas básicas pra viver em paz. Mas, já parou pra pensar que não importa o quanto a gente ganhe, a gente sempre inventa um gasto a mais e nem vê aquele novo dinheiro entrar?

Outro ponto importante é que tem gente que afirma ter um “estilo de vida caro”. Gosto de gerar a provocação: será que você precisa realmente de tudo isso no seu modo de viver? Precisa viver nos restaurantes mais hyppados da cidade? Ter sempre o último modelo de celular lançado? Ter mais de 50 pares de sapato no armário? Será que TER tudo isso é o que você precisa para ser feliz? Claro, sempre tem aqueles mimos que a gente gosta de se dar, mas será realmente necessário tudo isso SEMPRE?

Também já te vejo falando:

“Mas, Mari! Eu amo viajar!”

É, eu também. Mas coloca no papel: o que você está abrindo mão no seu dia a dia para ser feliz só durante as viagens ou os finais de semana? Está valendo a pena? Não estou dizendo que você está errada, só estou chamando para a reflexão para você encontrar seu “ponto de saciedade”com relação ao dinheiro.

É muito difícil definir exatamente o que você deve pensar em ganhar para ser feliz. Pode depender de muitos fatores, como os que falei aí em cima. E tem um outro chamado nível relativo de renda. O que é isso? Como você se sente quanto compara o que você recebe com outras pessoas que estão no mesmo cargo que você.

“Expectativas e comparações sociais são importantes. Somos criaturas sociais muito afinadas, então essas comparações sociais ocorrem na maioria dos domínios humanos, incluindo carreira, renda e o tamanho de sua casa “

, diz Tebb. E, claro, dinheiro não é tudo em que a felicidade está envolvida. “A renda é apenas uma variável na complicada equação da felicidade. Não é trivial, mas há outros fatores que são pelo menos tão importantes, como significado e significado e relações sociais, família e amigos ”, diz Tebb.

Eu amei esse artigo da Fast Company, que traz muitos dados sobre o cenário americano e me serviu de base para este post. E, queria saber: você já tinha pensado sobre o assunto ou vive atrás sempre de fazer mais e mais dinheiro? Comenta aqui embaixo:

 

 

 

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Equilíbrio emocional: você realmente sabe o que é?

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Você já ouviu falar sobre equilíbrio emocional?

Muita gente entende que ter equilíbrio emocional significa ter total e absoluto controle dos nossos sentimentos e das nossas reações diante das situações que acontecem na nossa vida. Mas posso ser sincera? BALELA! Não acredito que seja isso de jeito nenhum. E acho que estou em um dos melhores momentos para falar sobre o assunto.

Eu sempre admirei muito meu marido já que considero que ele é uma pessoa muito mais emocionalmente madura do que eu. SEMPRE. Eu sou super sensível e choro por tudo. Por muito tempo, me senti inferior por ser assim. Achava que o tal do chorar era um sinal de fraqueza e que mostrava que eu não tinha equilíbrio emocional nenhum.

Só que a vida, amigos…ah, a vida ensina. Sempre. 

 

Como descobri que tenho mais equilíbrio emocional do que imaginava?

No final do ano, fiz um balanço de como foi meu 2018 e posso falar: foi intenso. Tiveram diversas coisas bacanas, mas muitas outras pesadas. Lidar com uma pessoa muito próxima com uma doença que a gente não sabe no que vai dar foi meu grande desafio no final do primeiro semestre. Quando fiquei sabendo da situação, chorei. Claro…eu estava no meio de uma viagem, que tinha tudo pra ser incrível e precisei saber lidar com isso. Nesse dia, chorei daquele jeito de soluçar, lavar a alma mesmo, sabe? Ali, tive o primeiro clique de que talvez, chorar fosse a minha forma de colocar pra fora o que eu estava sentindo e me recompor. Mas ainda assim, não tinha ideia da força que eu tinha, ainda me incomodava por chorar.

Voltando para o início de 2018, dia 20 de fevereiro, a coisinha mais linda e especial apareceu na minha vida: a Nina. Olha essa bichinha! Você resistiria? Ela foi encontrada na BR 020, perto de Sobradinho, em Brasília. Vi num grupo de adoção no Facebook e não tive dúvidas: ela ia ser minha companheirinha.

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Imagina uma bichinha cheia de personalidade. Eu nunca tinha tido um cachorro que estivesse sob minha responsabilidade. O máximo foi o Mike, que meu irmão ganhou de Natal 2 meses antes de eu mudar para Brasília. Então, eu não tinha ideia do que me esperava. Ela era preta de tanto carrapato e pulga embaixo dos bracinhos logo que chegou.

Para quem pensa em adotar, fazer um grande check-up é fundamental para saber como está a saúde do bichinho que você vai cuidar, principalmente doença do carrapato que é séria. Ainda bem, Ninoca não tinha nada. Voltamos pra casa e começamos a nos adaptar na rotina de aprender a fazer xixi no lugar certo, comer, ir passear sem tocar o terror nos outros cachorros.

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Ninoca era minha sombra. Onde eu ia, ela tava. As maiores alegrias dela eram ficar no meu colo enquanto eu trabalhava ou dormir na cama com a gente. Meu Deus, que amor por essa bichinha! No dia 3 de maio de 2018, tivemos o primeiro grande susto com a Nina. Fomos passear e ela voltou sem ar. Corri pro veterinário e tivemos o diagnóstico: uma hérnia diafragmática. Não sou especialista e nem pretendo me alongar nessa parte técnica. Mas falando de forma bem leiga, ninguém conseguia entender se ela não tinha diafragma ou se ela tinha e ele rompeu (essa situação é comum em cachorro que sofreu algum trauma, como queda ou atropelamento). Com isso, os órgãos dela eram todos fora do lugar, a gente até apelidou ela de bagunçadinha. Nessa época, nos deram a opção de fazer uma cirurgia para consertar, mas optamos mor não fazer por ser super invasivo. Ela tomou remédios, ficou boazinha e voltamos pra casa no mesmo dia.

Em junho, mudamos pra casinha amarela, ela foi um dos motivos pra gente sair do apartamento, ela fugia pela cerca. Vida louca total! Fugia e corria na maior alegria. Durante a Copa, a gente estava andando pelo condomínio e olhou uma cachorrinha andando sozinha. Eu falei: “Olha, que bonitinha! Parece a Nina!”…era ela! Eu dei um grito! Meu coração saiu pela boca! Até chorei (de novo!) de nervoso.

Em julho, ela ficou no hotelzinho enquanto a gente viajava. Como estava com outros filhotes brincando, quando voltou, ficou meio deprê. Por isso, arrumamos um irmãozinho pra ela: o Frodo. Eles brigavam, mas se amavam tanto! Ele com 3 meses já pesava mais que ela, olha:

 

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Você já deve ter percebido que o texto está escrito todo no passado, né? Pois é. Em outubro, tivemos uma nova crise sem ar. Dessa vez, foi mais pesada que a outra. Ela chorou de falta de ar. Precisou ficar internada. Mas, um dia depois, estava aqui, firme e forte. De novo, a opção da cirurgia foi apresentada. Não quisemos.

Dia 4 de janeiro, há 2 sextas-feiras, eu estava gripada à noite. Coloquei janta para os cachorros, coloquei os 2 pra dormir e tomei um remédio pra dormir. O Frodo não parava de latir, descontroladamente. E, ele não é disso. Descemos. Ele tava tentando avisar que a Nina não estava bem. Dessa vez, a crise foi a pior de todas. Até agora, não sabemos muito bem o que aconteceu, a hora que vimos, ela já estava deitadinha no chão meio apagada.

Os veterinários trouxeram ela de volta, mas ficou lá internada, sem previsão de alta. Nos últimos dias, nossas visitas foram raras, ela ficava muito ansiosa de ver a gente e isso piorava o quadro dela. Depois de dois dias estável, optamos pela cirurgia, na última quinta. Foi tudo lindo! Na sexta, ela já estava até caminhando. Ensaiamos sair para comemorar. Mas desistimos. No sábado ela piorou, precisou ser operada novamente às pressas. Foi um dia horrível. Virou uma luta para sobreviver e nesta madrugada, Ninoca preferiu ir embora.

Eu não tinha noção do quanto ia doer. Sou só lágrimas desde a sexta que ela estava deitada no jardim.

Mas, por que você está contando tudo isso?

É simples! Porque nesses últimos 10 dias, eu precisei ter mais força do que tudo na vida. Chorei na veterinária, chorei em casa, chorei quando tive a notícia, choro enquanto escrevo esse texto. Mas são as lágrimas que me ajudaram a ter clareza de que nada ia adiantar ter a Nina aqui comigo se não fosse para ter a bichinha com qualidade de vida.

Percebi que ter equilíbrio emocional na realidade significa a gente entender o que a gente está sentindo, sem ficar reprimindo ou querendo ser forte a ponto de esconder tudo o que a gente tá sentindo. Pode chorar, pode deixar o sentimento vir, entende o que ele está querendo te ensinar e deixa ele fluir. Escrever me ajuda a entender tudo o que está passando por aqui.

Espero que com esse texto eu te ajude a passar por qualquer período difícil que você possa estar passando e queria te deixar uma frase pra pensar que tem me ajudado muito nesses dias: eu vivi momentos incríveis com a Nina, um amor sem tamanho! E, mesmo que eu soubesse, antes de adotar, que ela tinha esses problemas (que agora sabemos que são de formação), eu não deixaria de viver com ela. E, você, quais coisas mágicas está deixando de viver por medo de sofrer?

 

Se você tiver histórias com seu pet para contar, vou adorar saber. 😉 Deixa aqui nos comentários.

 

Um beijo,

Mari

 

 

 

 

 

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Meia Maratona de Fernando de Noronha: como foi?

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Demorou, mas o post saiu!!! 🙂

Quero explicar com muita calma como foi correr a Meia Maratona de Fernando de Noronha para contar como surgiu a oportunidade de correr a prova e todo o caminho até voltar pra casa, em Brasília, porque acredite ou não. Essa hora chega!

Como surgiu o convite para correr a Meia Maratona de Fernando de Noronha?

Em fevereiro de 2018, eu tive um lindo convite: fazer parte do time de influenciadores do time #CaixaEsportesBSB . A ideia foi correr todas as provas de corrida patrocinadas pela Caixa, durante o ano, em Brasília.

Eu tinha começado o ano convicta a não correr nenhuma Meia Maratona este ano, já que fiz praticamente 3 no segundo semestre de 2017 e estava exausta. Até que fiquei sabendo que a 21K Noronha  era uma das provas que contava com o apoio da Caixa. No final do primeiro semestre veio o convite da organização para correr a prova.  Nem preciso contar meu nível de felicidade, né?

Eu não conhecia a ilha, então correr a Meia Maratona de Fernando de Noronha foi um sonho.

Como me preparei para a Meia Maratona de Fernando de Noronha?

Eu fechei a viagem com a Atairu, que é uma das organizadoras da prova junto com a Kale Espaço Saúde. Eles possuem pacotes específicos para quem vai correr a prova e me deram o maior apoio.

Uma coisa muito interessante que eu não sabia é que em Noronha tem diversas pousadas domiciliares. Ou seja, pessoas locais, que adaptaram suas casas para receber turistas. Essa é uma opção de hospedagem mais em conta. Eu fiquei na Pousada Netuno , além disso você também pode ficar em hostels (tem um bem lindinhos!).

Se você fizer questão de ficar em lugares com mais infraestrutura e o maior conforto do mundo, também tem as pousadas suuuper tops como a Maria Bonita (a do Bruno Gagliasso), a Pousada Maravilha (eu fui lá num almoço um dia e parece ser sensacional) e a Pousada do Vale fui num jantar de influenciadores lá e o lugar é completamente maravilhoso.

Eu fui de Gol, mas é fundamental que você fique atenta aos horários dos voos. Eu Fiz Brasília-Recife em um dia e no dia seguinte fiz Recife-Noronha. Eu fiquei no hotel Nacional Inn, em Recife, que ficou a menos de 5 minutos de carro do aeroporto, foi perfeito.

Além da preparação técnica, a Meia Maratona de Fernando de Noronha também exige uma preparação financeira e de desapego.

Financeira porque, vamos pensar juntas? Fernando de Noronha é uma ilha. Tudo é muito mais difícil de chegar lá. E, eu não digo isso pra puxar saco. Coincidentemente, eu também casei numa ilha, em Seychelles. Se você não viu, clica aqui e acompanha. E lá, era tudo caríssimo! Para você ter uma ideia, lá em Seychelles, eu paguei o equivalente a R$79 em uma garrafa de água de 1 litro!

Vamos a um exemplo de Noronha: o litro da gasolina é R$7,14. Como que o táxi pode ser barato, mesmo com distâncias curtas? Existem pessoas que fazem disso o ganha pão deles, né? Por isso, é uma viagem que exige um planejamento financeiro. A maioria dos estabelecimentos da ilha aceitam cartão. Porém, recomendo fortemente que você leve dinheiro. Taxi não aceita cartão e o sinal da ilha é bem ruim, por isso demora um pouquinho para a transação ser feita.

Já o desapego, é por dois motivos: o primeiro é que você vai ter que deixar de lado seu vício digital. O 3G da ilha é bem ruim. Até anota essa dica: deixe seu celular no modo avião enquanto não estiver usando, se não, ele fica procurando sinal e a bateria vai embora.

O outro desapego é com relação a mala e looks. Não leve suas rasteirinhas lindas, maravilhosas e delicadas, vai detonar. Noronha é roots. Os melhores calçados são chinelos e tênis. FATO! Eu levei uma sandalha. Só usei em 1 jantar e carreguei peso a toa, porque tava todo mundo de chinelo.

Mas, tirando a sandalha e uma escova giratória para alisar o cabelo, eu acertei em quase tudo! Gravei um vídeo sobre como arrumei minha mala de 10kg aqui:

Outra coisa que foi um grande acerto: fiz unha de gel, que dura uns 15 dias. Aí, fiquei com a mãozinha linda mesmo entrando no mar. 😉

O que fazer em Noronha?

Se você for pra ilha para a Meia Maratona, como foi o meu caso, provavelmente, você vai ter pouco tempo. Eu tive 2 dias e meio na ilha e tive que escolher muito a dedo o que fazer.

Na véspera da prova, fiz o ilhatour em grupo, com a Noronha Passeios foi maravilhoso porque consegui ver muito o circuito da prova. Foi R$200, o passeio de um dia inteiro. Gastei à parte aluguel de equipamento de mergulho, gopro e almoço.

Quem tem mais tempo na ilha acha esse passeio um pouco desnecessário já que não dá para ficar muito tempo curtindo cada praia. É meio que para ver tudo rapidinho e voltar depois. Pra quem não conhece a ilha, como era o meu caso, foi perfeito. Eu nadei com tartarugas, fui na baía do Sancho, tirei um monte de foto de Instagram…hahahahah

Dá uma olhadinha no meu dia de passeios aqui:

A Meia Maratona de Fernando de Noronha

Meu 2018 foi extramente desafiador na vida! Uma semana antes da prova, fiquei super doente, precisei tomar antibióticos e com isso, fui sincera comigo, com meu corpo e com a minha assessoria de corrida que está comigo desde 2015 e mudei minha inscrição de 21K para 8K.

Para quem tem dúvida, agora em 2018, a inscrição foi por volta de R$800, mas se você fechasse com a Atairu o pacote todo, tinha um desconto bem legal! Além disso, eu consegui uma inscrição e sorteei no meu Instagram, foi super legal!!!! O kit foi sensacional, além do kit pra correr, você ainda ganhava o kit finisher depois de cruzar a linha de chegada.

Outro ponto importante: sem atestado médico, você não corre. Isso é uma segurança pra todo mundo. 🙂

Eu sou muito grata por ter vivido essa experiência esse ano. É mesmo a corrida mais linda do mundo. ! Até prefiro deixar vocês com esse vídeo que gravei durante a prova e já adianto: EU CHOREI!!!!

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Um “refrigerante 100% natural” foi lançado pela Coca-Cola, você deve acreditar nisso?

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Recentemente, a Coca Cola lançou o YAS, uma promessa de refrigerante 100% natural . Me senti na obrigação de escrever sobre o assunto porque sei, como Coach de Saúde, o quanto é difícil entender o que tem nos rótulos dos produtos, o que realmente estamos consumindo. Vamos começar aos poucos e sendo muito direta, ok?

Refrigerante 100% natural, isso não existe

Segundo a legislação brasileira, para ser considerado refrigerante no Brasil, a bebida precisa ter OBRIGATORIAMENTE açúcar ou adoçante. YAS não é um refrigerante, para começar. Porém, já que tem muita gente que diz que não consegue viver sem refrigerante, esse produto foi criado. Quem sabe assim, você se sinta menos culpada por tomar refrigerante? Sinto te falar, com o YAS você não está bebendo o seu tal refrigerante. Muito menos sendo saudável.

Aqui, preciso ser muito honesta: se for para escolher entre uma Coca-Cola e um YAS, é claro que o falso refrigerante 100% natural é uma opção menos pior. Mas é o “menos pior” que você quer para você ou para nutrir o seu corpo? Tem gente que precisa de uma transição como essa para tirar o hábito de beber refrigerante da vida. Mas tomar YAS acreditando que aquilo faz bem, definitivamente, não funciona.

Refrigerante 100% natural, isso não é saudável

Falo muito aqui no Vida Leve sobre a gente aprender a ler rótulos. Vamos entender juntas o que tem dentro do YAS, o tal do “refrigerante 100% natural” da Coca Cola? Busquei os ingredientes, exatamente como está no site da Coca:

Ingredientes do “refrigerante 100% natural”:

  • Água gaseificada
  • Sucos concentrados de maçã e limão
  • Extrato aquoso de chá preto (camellia sinensis)
  • Aroma natural

Vamos por partes. O primeiro ingrediente é água com gás. Até aí tudo bem, certo? O segundo é suco concentrado. Você sabe o que é suco concentrado? Vamos às escalas de sucos existentes hoje em dia. O primeiro é o mais

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Suco natural: é a melhor opção, aquele que a gente faz em casa, DIRETO DA FRUTA FRESCA.

Suco em polpa: esse é fácil, é só lembrar da polpa congelada do supermercado. Ele é um suco natural obtido das partes comestíveis da fruta fresca e madura e mantém grande parte dos nutrientes.

Suco de caixinha: pode ser néctar ou refresco. Quando a gente pensa em néctar, já vem algo bem docinho na nossa cabeça, né? O néctar uma bebida que já vem adoçada, diluída em água potável e pronta para o consumo. O néctar é diferente de suco, pois contém apenas de 30 a 50% fruta, sendo o restante água e açúcar. Sem contar a presença de corantes, aromatizantes e conservantes. Já o refresco tem menos açúcar que o néctar e é mais barato, porém leva muita água, corantes, aromatizantes, conservantes e de 10 a 30% fruta apenas.

Suco concentrado (aqui é o que tem no YAS, o “refrigerante 100% natural da coca cola”): são os produtos com cerca de 2 a 10% suco de fruta apenas. Porém, não possui adição de açúcar na composição, apesar de serem repletos de corantes, aromatizantes e outros aditivos.

Suco em pó: contém acidulantes, aromatizantes, conservantes, corantes e adoçantes e quase nada da fruta estampada no rótulo. Além de possuir alta quantidade de sódio para conservação. Engana-se quem acredita estar consumindo o alimento através suco de pozinho – cerca de 1% apenas corresponde à polpa da fruta. Tudo é feito para ficar parecido com um suco natural.

 

Agora, o último ingrediente são “aromas naturais”, você sabe o que é isso? Mesmo sem saber, na comida da sua casa não tem esse ingrediente, né? Só o cheiro natural dos seus temperos e afins. 🙂

Refrigerante 100% natural, se não é refrigerante, o que é?

É uma bebida com gás, sem nutrientes relevantes para você. Minha opinião sincera é que não vai tirar sua vontade de tomar coca. Aliás, nem tem do sabor da Coca-Cola, apenas Maçã e Chá Preto, Laranja com Maracujá e Uva. Como Coach de Saúde, tenho duas sugestões para te dar:

Deu vontade de tomar refrigerante e agora?

Agora toma, ué. Mas tente entender por que você tem essa vontade. Te lembra do almoço de domingo na casa da sua avó? Um filme no cinema ou algum outro momento especial? Muitas vezes, a gente nem quer o refrigerante, ou o doce, o que a gente quer mesmo é reviver aquele momento especial. Anote em algum lugar, que seja no bloco de notas do seu celular. Isso é ótimo para você começar a se conhecer 🙂

Aos poucos, você também pode experimentar fazer alguns “refrigerantes caseiros”, água com gás com bastante limão espremido e hortelã fica uma delícia. Outra opção ótima é chá de hibisco com água com gás e rodelas de laranja. Use sua criatividade, vale muito a pena. 🙂

Outra coisa que eu adoro para dar a sensação de beber algo com gás é kombucha. Você sabe o que é? Deixe nos comentários se quiser que eu fale sobre isso em um próximo post. 🙂

Agora, se a sua questão na hora de ser saudável são os doces, tem um e-book gratuito que fiz sobre onde estamos comendo açúcar escondido.Clique aqui para baixar. 🙂

 

 

 

 

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Por que me tornei vegetariana e por que você deveria experimentar o mesmo?

me tornei vegetariana

Julho de 2017 foi um marco na minha vida: decidi me tornar vegetariana.

Já tinha algum tempo que eu estava incomodada com o hábito de consumir carnes, desde que estive no Bálsamo SPA e o Pete Coe, que é naturopata, me falou como funciona o processo de digestão da carne no nosso organismo. Você sabia que a carne fica 3 dias fermentando dentro do nosso corpo antes de ser digerida? Ou seja, se você consome carne em pelo menos uma refeição ao dia, está o tempo inteiro fazendo seu corpo gastar muita energia somente para digerir carne.

Eu me tornei vegetariana por isso. Mas, não apenas. No mês em que tomei essa decisão, também assisti um documentário disponível no Netflix chamado What The Health. Você pode assistir ao trailer aqui abaixo:

Eu já sabia que a indústria da carne não era algo legal, mas não tinha noção do nível de crueldade.

Percebi que ao consumir, eu estava contribuindo muito com o sofrimento dos animais. E mais do que isso, eu estava pegando esse sofrimento e colocando para dentro de mim toda vez que me alimentava de algum bichinho. Ou seja: tem o direito dos animais e tem também o tipo de energia que estou colocando para dentro do meu corpo.

Eu falo muito aqui no Vida Leve que tudo alimenta a gente, não é só comida, mas tudo o que envolve o ato de comer. Com isso, me perguntava: por que conscientemente eu iria escolher me alimentar de sofrimento?

Outro ponto pelo qual me tornei vegetariana foi a questão do meio ambiente.

Sempre fui muito sensível a essa questão, inclusive fiz uma pós graduação em Desenvolvimento Sustentável na Universidade de Brasília (UnB). E, uma das maiores crises que estamos vivendo no momento é a hídrica. Em 2017, passamos por um forte racionamento de água na capital e em diversas outras cidades. Muito se fala em tomar banhos mais curtos, desligar a torneira enquanto escova os dentes e lava a louça, mas o que realmente gasta muito da nossa água é a indústria da carne. Sinto que essa é parte que eu posso fazer no mundo. Pode ser que neste momento, você esteja pensando

“ah, mas só a ação de uma pessoa não vai mudar nada.”

Mas já pensou se todo mundo pensar assim? São as nossas ações individuais, que começam pequenininhas, que mudam o mundo, a gente não pode desistir.

Além disso, também me tornei vegetariana ao me questionar quais eram os reais benefícios em comer peixe, carne, frango, ovos e queijos. Quais nutrientes eu estava consumindo? Vi que eu estava colocando muita coisa ruim para o meu corpo, na verdade.

Os bovinos são criados em condições terríveis e, para evitar que fiquem doentes e morram, recebem altas doses de antibióticos que passam para o nosso corpo. Já reparou que estamos cada vez precisando tomar antibióticos mais fortes? Um dos (apenas um dos muitos) é esse…estamos consumindo doses de antibiótico sem estar doente ao comer carne vermelha.

Essa mesma crueldade também existe na fabricação de leites e derivados, como queijos. É colocado um objeto perto da boca dos bezerros para que eles não consigam mamar e o leite vir para nós. Muitas vezes eles também são separados e sofrem bastante! Se eu for contar todos os detalhes aqui, este post ficará enorme.

Já os frangos também são imensamente mal tratados, em lugares fechados, com luz o tempo inteiro e altas dosagens de hormônio para crescer mais rápido. Os pintinhos viram frangos prontos para o abate em menos de 1 mês. Quando isso aconteceria na natureza sem intervenções humanas? E adivinhe só: esse monte de hormônio também vem para o nosso corpo.

Esse também é o motivo de eu não me alimentar de ovos.

Também não como peixes. Sim, eu acredito que eles sentem sim, além de estarem fortemente contaminados com mercúrio.

Por fim, muita gente me pergunta se me tornei vegetariana para emagrecer.

A resposta é não. Parei de comer carne para me sentir mais leve no sentido de ter uma digestão mais tranquila, não me sentir pesada, ter melhor desempenho na corrida e trazer bem físico para o meu corpo. Mas vou te falar: é bem fácil ser um vegetariano que come besteira como batata frita e massa. Na hora do aperto, muitas vezes é o que tem para comer fora além de salada.

Apesar de não ter feito esta escolha com o intuito de perder peso, percebi diversos benefícios como não ficar tão inchada, a pele ficar linda, com um viço que nunca vi antes. O cabelo tem um brilho saudável, o intestino funciona que é uma beleza (ahhh, compartilhei demais?). Também percebi que a minha TPM diminui. Tem meses que eu nem lembro que vou ficar naqueles dias. Meu ciclo também está durando menos e menos intenso.

Algo que não posso deixar de citar é que descobri uma infinidade de novos sabores que eu nem imaginava existir. Temperos diferentes e combinações que nunca tinha imaginado.

Por outro lado, logo no começo, fiquei com mais vontade de doces, querendo compensar algo que meu organismo sentia falta, mas isso logo passou.

Claro que respondo com muita paciência de onde vêm minhas proteínas, se não vou ficar anêmica ou perder massa magra. Mas essa questão das proteínas é tão interessante e complexa que vai ficar para um próximo post.

Não pretendo com este post te convencer a ser vegetariana agora, mas sim te convidar a experimentar uma #SegundaSemCarne , se dê a oportunidade de ver como seu corpo se sente sem carne.  😉

 

Se você gostou desse post, pode querer saber se eu pretendo criar filhos vegetarianos aqui.

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Óleo de coco é veneno puro : você deve acreditar nisso?

óleo de coco é veneno puro

Saiu um matéria no USA Today, com uma pesquisadora alemã falando, basicamente, afirmando que o óleo de coco não é saudável, nunca foi saudável. Segundo o vídeo, “óleo de coco é veneno puro”.

Mas afinal, por que afirmar que óleo de coco é veneno puro não faz sentido?

Bom, basicamente, a pesquisadora repetiu as diretrizes da Associação Americana do Coração que criou um novo relatório sobre gorduras na dieta e doenças do coração. E ela fala (não eu!) basicamente o seguinte: o óleo de coco é uma gordura saturada e como qualquer gordura saturada, eleva o colesterol LDL (colesterol ruim) responsável por doenças cardíacas.

Só que eu tenho que te afirmar algo: o colesterol LDL, conhecido como ruim, é só um “espectador” (é tipo a gente assistindo TV), no processo das doenças cardíacas. Isso porque quando ele oxida ou estraga, aí sim ele se torna perigoso.

Quando o óleo de coco é veneno puro? Quando você segue uma alimentação inflamatória, cheia de comidas industrializadas ou cheia de açúcar e carboidratos.

A Associação Americana do Coração não possui evidências de que o óleo de coco é perigoso.

Não há um único estudo que mostre isso. Apenas há HIPÓTESES, baseadas em um conceito super ultrapassado que afirma que doenças cardíacas são causadas pelo colesterol.  Hoje em dia, já se sabe que o que mais causa doenças do coração são as inflamações. Elas são causadas principalmente do açúcar e do amido de milho. Esses dois alimentos são grandes responsáveis por causar pré-diabetes, o que leva a doenças cardíacas.

UFAA! Muita informação nova, não?!

Agora, vem mais…acredita-se que a Associação Americana do Coração traz pesquisas independentes. Porém, grande parte dos seus fundos (sim, dinheiro!) vem da indústria alimentícia! Se você for ver o que ela recomenda, você encontra o seguinte:

  • Baixa gordura (o que é ruim)
  • Gorduras pouco saturadas
  • Óleos vegetais, tipo óleo de soja (que não é nem óleo de verdade. É algo extremamente processado, industrializado)
  • Não comer ovos  (outro grande vilão ou mocinho, que vira e mexe vira notícia!)

Para se ter uma ideia, o organismo que é tipo o Ministério da Saúde dos Estados Unidos e que fez um documento tipo o nosso Guia Nutricional não concorda com isso. Isso porque eles são super conservadores. Tem algo errado, né?

Sabe o que acontece? Não é a gordura que causa doenças do coração. Não é a gordura que te engorda. Tá, Mari e de onde vem essa informação? Para quem não sabe eu estudo no Instituto de Nutrição Integrativa de Nova York. Um dos meus professores é o Dr. Mark Hyman, um dos meus professores e médico que dedica a vida à medicina funcional.

Ele afirma que existem DEZESSETE estudos que mostram que não existe ligação direta entre gordura saturada e doenças cardíacas. E quantas tem relacionadas ao óleo de coco ser veneno que eu falei lá no começo do texto? ZERO.

E, se essa pesquisadora de Harvard está tão certa, o que dizer do azeite, que é tão queridinho e que tem 20% de gorduras saturadas? Você já está confus@ o suficiente?

Na realidade, a gordura saturada ela é benéfica pro corpo, não causa doenças cardíacas. A qualidade do seu colesterol melhora com gorduras saturadas.Além disso, o óleo de coco ajuda a aumentar a imunidade. Ele também tem MCT, que incentiva muito o metabolismo, as funções do seu cérebro para você se sentir com mais energia no dia.

(Não é por isso que vamos mergulhar num pote de óleo de coco, certo?)

Vamos falar sério agora: brócolis é saudável, certo? Só que se você se alimentar 80% do tempo só de brócolis, você vai adoecer. O mesmo acontece com o óleo de coco e com diversas outras comidas. Eu não acredito que existe um único alimento isolado que te engorde, emagreça, te deixe saudável ou te adoeça.

Resumo: não deixe que frases de impacto te deixem com medo. Não é só porque está na internet (e até em sites que você considera confiáveis) que é verdade. Pesquise, questione, veja quem está por trás do estudo.

 

Quer conhecer mais sobre o Dr. Mark?

Livro: Eat Fat, Live Thin

Fat: What I got wrong What I got right

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AGRIUPIS 2018: tá chegando!

agriupis

O primeiro AGRIUPIS começa amanhã!

De 9 a 11 de Agosto de 2018 acontecerá a primeira edição do AGRIUPIS, um evento de capacitação e formação tecnológica na área do Agronegócio. Antes de pensar que talvez você não tenha muito a ver com isso, já aviso logo: tem mini curso de hortas orgânicas em pequenos espaços e festa junina. Aposto que já te convenci a ler até o final. hahahah 😉

O objetivo do AGRIUPIS é promover interação Instituição x Comunidade por meio de minicursos técnicos e palestras. E também criar produtos associados ao Agronegócio através de desenvolvimentos de Startups. No AGRIUPIS terá a produção de cerveja artesanal, propagação e produção de plantas ornamentais; desenvolvimento de produtos alimentícios para a agricultura familiar; horta orgânicas em pequenos espaços; comportamento felino; métodos de secagem de ervas medicinais; produção agroecológica; composteira doméstica; artesanato; certificação orgânica; uso de plantas medicinais, entre outros. Assim o AGRIUPIS reunirá diversos cursos que atendem às necessidades regionais (DF) tanto da população rural quanto urbana.

Isso é bem interessante, eu que morei a vida inteira em apartamento, logo que me mudei para uma casa, vi o quanto a gente se desconecta da natureza, não se preocupa de onde a nossa comida vem e muito menos para onde o nosso lixo vai. Estar em contato com a natureza faz com que a gente tenha mais consciência e se sinta parte do todo. E, como parte da natureza, a gente entende que precisa ter muito cuidado com tudo.

Você sabia que no DF, a Agricultura familiar é responsável por cerca de 70% da produção de alimentos que constituem a cesta básica no DF? Por isso, a capacitação destes produtores vem em encontro com a responsabilidade social da UPIS, considerada especialmente no que se refere à sua contribuição em relação à inclusão social, ao desenvolvimento econômico e social e à defesa do meio ambiente.

A UPIS, por meio de seus Cursos (Agronomia, Direito, Ciências Contábeis, Economia, Fotografia, Secretariado, Administração, Geografia, Sistemas de Informação, Enfermagem, Farmácia, Medicina Veterinária e Zootecnia) disponibiliza para atendimento e prestação de serviços e assistência técnica e social à população local e da região do entorno através de suas instalações e profissionais capacitados e habilitados (Doutores e Mestres).

Durante o evento acontecerá o Desafio STARTUPIS, que visa a criação de produtos associados ao Agronegócio através de Startups desenvolvidos pelos alunos. O desafio foi estruturado para estimular o empreendedorismo entre os alunos do UPIS, por meio do apoio a um processo progressivo de integração de pessoas, iniciativas, startups, investidores e empresários, de maneira a aproximar demandantes e ofertantes de tecnologias e inovação, em prol do desenvolvimento social, tecnológico e econômico do agronegócio brasileiro.

 

Programação do Evento:

AGRIUPIS

 

Faça sua inscrição no site da UPIS

AGRIPUS
UPIS – UNIÃO PIONEIRA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL
Campus II – Fazenda Lagoa Bonita
Endereço: BR 020, próximo à entrada de Planaltina-DF
Telefone: (61) 99874.0806/ 99556.1345

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